Quincas Borba (L&PM Pocket #51) - Edição anotada, com biografia do autor e panorama da vida cotidiana da época.

    Machado de Assis

    L&PM
    2017
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788525406682
    Português Brasileiro

    "Ao vencedor as batatas!" Como ler Machado de Assis (1839-1908), o grande escritor brasileiro, autor de uma obra tão rica quanto múltipla, que tanto disse sobre o Brasil e sobre a natureza humana? Esta nova edição de Quincas Borba, romance publicado em 1891 – já em uma nação republicana –, tem o objetivo de auxiliar o leitor a penetrar no mundo e a conhecer a mente de Machado de Assis. Revista e cotejada com a edição crítica do Instituto Nacional do Livro estabelecida pela Comissão Machado de Assis, traz, além de notas abundantes e de fácil compreensão, um farto material que possibilita um melhor entendimento sobre o autor e sua obra: uma biografia, uma cronologia, um panorama cultural do Rio de Janeiro e um mapa da época. Quincas Borba, um dos mais conhecidos personagens machadianos, aparece pela primeira vez em Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), mas é no romance aqui publicado que sua filosofia, o Humanitismo – uma sátira às teorias evolucionistas em voga na época – se revela. Quincas, prestes a morrer, nomeia como único herdeiro Rubião, um humilde professor interiorano. De posse da fortuna, ele parte para o Rio de Janeiro em busca de status, sem, no entando, estar preparado para enfrentar os meandros da política, o poder da sedução e a traição, misérias da condição humana de que Quincas – louco ou lúcido? – falava no Humanitismo.

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    Marcela picture
    Marcela21/12/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Percorrendo o caminho da loucura

    Da ganância à loucura. Será q Rubião tinha em Barbacena, uma vida mais vazia do que no Rio?? Não creio. Lenta e gradativamente Assis narra o como o pobre e ingênuo Rubião perde a sanidade, e ganha uma bela "crise mental". Nessa trajetória, Assis não nos poupa de críticas contra a sociedade hipócrita, medíocre, cheia de vaidade, vazia de valores. Impossível simpatizar com quaisquer personagem. Talvez, um pouco, com D.Fernanda. A única que demonstrou o mínimo de compaixão. E Quincas Borba, tanto o homem, quanto o pulguento, tinham seu carisma. Sobretudo o pulguento, amigo incondicional, deixado pra escanteio na maior parte do tempo. Tadinho! Há frases memoráveis no livro. No entanto, deve ser degustado lenta e pacientemente. Rebuscado, inteligente, e em alguns momentos massante. Machado de Assis, em sua fase realista, é sempre recomendado.

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