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    Memórias Sertanistas: Cem Anos de Indigenismo no Brasil -

    Felipe Milanez

    Edições Sesc
    2015
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-13: 9788579951770
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    Surgido no bojo de seminário homônimo realizado em 2010 no Teatro Sesc Anchieta, o livro Memórias sertanistas: cem anos de indigenismo no Brasil foi publicado em 2015, ano em que o sertanista Marechal Rondon completaria 150 anos. Organizado pelo jornalista Felipe Milanez, narra as experiências de importantes sertanistas brasileiros, apresentando como principal ponto de reflexão a luta pela sobrevivência física e espiritual de povos que ainda não foram engolidos pela atual engrenagem de consumo desenfreado, de voracidade tecnocrática e de destruição da natureza. Com prefácio assinado pela antropóloga Betty Mindlin, a obra conta com depoimentos dos sertanistas Afonso Alves da Cruz, Altair Algayer, Fiorello Parise, Jair Condor, José Carlos Meirelles, José Porfírio, Marcelo dos Santos, Odenir Pinto, Sydney Possuelo, Wellington Figueiredo, além dos representantes indígenas Afukaka Kuikuro e Paulo Supretaprã Xavante. “Cada depoimento parece um conto ou romance, obra de escritor. Ninguém o escreveu, creio – são orais, de expressão elaborada, fluentes. Alguns entrevistados escrevem muito bem, há até um romancista de alta qualidade entre eles. Deveriam continuar por escrito suas narrativas, em publicações futuras; certamente têm diários, cartas. Acumularam memória de décadas de experiências e de um Brasil que ninguém conhece. Falam tão bem, no entanto, que sua fala é semelhante a um livro – a exemplo dos índios, cujas narrativas fluem prontas para os ouvintes, em múltiplas línguas, sem computadores ou plumas. Ou é a arte de Felipe que soube transcriar (para usar o vocabulário da história oral) e ser fiel ao que ouviu e gravou? Tudo isso misturado, provavelmente." Betty Mindlin - antropóloga A prática sertanista para a defesa dos povos indígenas é relativamente recente. Oposto ao sertanismo de bandeira, que, entre outros objetivos, visava à conquista de riquezas, o sertanismo indigenista tem como objetivo principal garantir a sobrevivência de povos indígenas, e teve início com a atuação de Marechal Rondon. Oriundos de diferentes regiões do país, os sertanistas vivenciaram um período marcado pela expansão econômica para o oeste e pelo processo de criação de meios para proteger os povos indígenas, cabendo a eles a difícil tarefa de proteger os índios do próprio Estado para o qual trabalhavam e da sociedade que representavam. Dividido em cinco partes, o livro delineia um abrangente painel sobre o sertanismo no contexto das questões indígenas. A parte inicial apresenta a história do sertanismo brasileiro, desde os primeiros sertanistas até a recente criação do Departamento de Índios Isolados e as Frentes de Proteção Etnoambiental. A segunda etapa trata da resistência às políticas institucionais adotadas pelos sucessivos governos militares (entre 1964 e 1985) e da criação da Funai – Fundação Nacional do Índio, em 1967. Em seguida, os líderes indígenas Afukaka Kuikuro e Paulo Supretaprã analisam a convivência com a cultura dos warazu (invasores). Relatos memorialísticos de dez sertanistas que, atuando em diferentes lugares do país, compartilham suas experiências e trajetórias marcadas por profundo engajamento na defesa dos direitos dos índios são destacados na quarta parte da publicação. Na quinta e última parte, Felipe Milanez aborda o futuro da tradição sertanista, demonstrando que o destino está nas mãos dos próprios indígenas, e que quanto mais eles conseguirem apoio de gente como os sertanistas, melhores chances terão de enfrentar as ameaças, reafirmar sua identidade e lutar por autonomia.

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    André Thieme20/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Aulas e aulas de história

    A leitura desse livro apresenta uma parte da história do Brasil que muitos desconhecemos. Os relatos reunidos nesta obra auxiliam a compreender a longa e difícil vida dos índios brasileiros, muitos dos quais vão ter contato com bancos após a ditadura. Falando em ditadura, que período avassalador, quantas etnias indígenas foram perdidas, por genocídio ou aculturação de indígenas, com imposição de religião e costumes de brancos. O livro é essencial para entendermos a situação atual da Funai e que não é agora que o descaso com essas populações está ligada ao desmatamento e à mineração ilegal. Em todos os governos que tivemos, esses povos foram deixados como última preocupação, sem recursos e com as equipes de proteção completamente desamparadas em zonas de conflito e morte. Leitura pesada mas necessária, agradeço a oportunidade e o acesso a esses relatos.

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    Felipe Milanez

    Felipe Milanez é professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos, do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia e do Programa de Mestrado Profissional em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Doutor pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, coordena o grupo de trabalho Ecologia(s) Política(s) Desde El Sur /Abya Yala, no Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais. Foi editor da revista Brasil Indígena, publicação da Fundação Nacional do Índio, e da National Geographic Brasil, além de organizador do livro Memórias sertanistas: cem anos de indigenismo no Brasil.

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