Perry rhodan (Perry Rhodan #11) - Mutantes em ação

    Kurt Mahr

    Ediouro
    1975
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9783845300108
    Português Brasileiro

    Depois do primeiro combate no sistema Vega, Perry Rhodan vê reduzida à impotência a nave Good Hope, o que o impede de retornar à Terra. Aliando-se aos ferrônios refugiados em Rofus, Rhodan só vê um caminho que o conduzirá à vitória: tomar posse da poderosa nave guerreira arcônida, em mãos do cruel inimigo tópsida. Para atingir seu intento, tem ao seu lado toda a população da Rofus e Ferrol, mais os invencíveis mutantes

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    Fabio Shiva11/12/2023Resenhou um livro
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    SÓ UM RATO-CASTOR PARA NOS LIVRAR DA CARTILHA DO “REPTLIANO BOM É REPTILIANO MORTO”

    Um dos maiores desafios da série Perry Rhodan, escrita por vários autores e com um intervalo de apenas uma ou duas semanas entre a publicação dos episódios, é manter o mesmo nível de qualidade de uma história a outra, bem como a coerência intrínseca da trama como um todo. Perry Rhodan atende admiravelmente bem a esse desafio, tanto que me manteve como um fã cativo dos 11 aos 15 anos, período em que li os primeiros duzentos e tantos episódios da saga. Mas é inevitável que uma série tão longa tenha seus altos e baixos, e todo leitor de Perry Rhodan tem seus autores mais ou menos favoritos. Esse episódio 11, “Mutantes em Ação”, custou bastante a passar nessa segunda leitura. Achei a aventura árida, tosca, sem sal. Muito contribuiu para essa impressão desfavorável um conceito que norteou esses primeiros episódios (e que felizmente foi depois abandonado): o de que seria impossível a coexistência pacífica entre os homens da Terra e qualquer espécie extraterrestre não antropomórfica. Como é uma das mais lastimáveis práticas que temos visto entre dois povos em conflito a desumanização dos inimigos, para que possam ser exterminados sem dramas de consciência, ver essa metáfora tão explícita em Perry Rhodan foi quase doloroso. Até porque, na trama, esse conceito só serve para justificar o alegre massacre dos tópsidas, uma raça reptiliana tão feia e malvada que só poderia mesmo estar fadada ao extermínio. A sensação que tive foi a de estar lendo um faroeste de antigamente, com Rhodan e seus amigos no papel de caubóis e os tópsidas na triste figura do “índio bom é índio morto”. Por sorte, como já li esses episódios, sei que está prestes a fazer a sua estreia um dos mais carismáticos personagens da série: Gucky, o rato-castor telepata, telecineta e teletransportador. A chegada de Gucky certamente marcará o fim dessa fase de “só pode ser bom quem se parece comigo”. E vamos para o episódio 12, que promete ser muito melhor! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2023/12/so-um-rato-castor-para-nos-livrar-da.html

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