SEMPRE AOS DOMINGOS Sinto - me preso ao Recife com a resignção de um condenado a prisão perpetua.Pés de chumbo, asas cortadas.Lar e exílio ao mesmo tempo.Nunca,porém, um Robinson Crusoé cansado de sua ilha.Sinto que há alguma coisa de conquista na minha permanência. Algo assimcomo quem apnhou e deu mas que não terminou perdendo.Mais : compreendeu, identificou-se, misturou-se.A coragem de ficar, de não fugir, de não procurar melhoras, como possuíssemos - eu e o Recife - um mesmo destino, independente dos seus dirigentes, dos seus transitórios amores oficiais. Renato Carneiro Campos
