Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores34
    • Similares1

    A fábrica da Infelicidade - Trabalho cognitivo e crise da new economy

    Franco "Bifo" Berardi

    Lamparina
    2005
    166 páginas
    5h 32m
    ISBN-13: 9788574903200
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
    Leram3Lendo4Querem27Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados27Avaliaram2

    Não entenderemos nada da sociedade que está se desenvolvendo sem levar em conta o fato de que suas células constitutivas, organismos bioconscientes que por convenção estamos acostumados a considerar seres humanos, estão atravessando uma fase de reprogramação neurológica, psíquica, relacional.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Ana Claudia picture
    Ana Claudia27/10/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quando fiz a disciplina de Filosofia da Tecnologia na faculdade, esse livro estava listado como referência em um dos textos e já pelo título fiquei interessada. Fui então atrás de baixar o livro digital para ter uma noção se realmente era interessante ou se seria uma linguagem muito acadêmica e difícil de acompanhar, mas não tinha em lugar nenhum! Depois de pensar e repensar decidi comprar e arriscar, tendo a possibilidade de me arrepender, e ainda bem que fiz isso. Uma das melhores leituras do ano com certeza. O autor reflete sobre diversos pontos da new economy, começando da falsa promessa de felicidade atrelada ao trabalho, e da mentalidade que o trabalho é o prazer não-vivido, uma questão em que se 'economiza' um prazer que será dificilmente desfrutado. "[...] Em consequência, essas filosofias indicavam como objetivo político principal a conquista de uma condição social em que o trabalho produtivo e a auto-realização fossem a mesma coisa." Fala também da diferença entre os antigos operários das fábricas, que trabalhavam juntos e por isso tinham um sentido de pertença a um grupo, e do 'cognitariado', a classe de trabalhadores que realiza os mesmos gestos mecânicos de trabalho em frente a um computador, mas que tem como diferenciação o trabalho especializado cognitivo, que está espalhada globalmente e dificilmente tem o mesmo senso de unidade que existia antes. "Não há mais comunismo operário, porque os operários não tem mais uma comunidade." "Quanto mais seu trabalho se simplifica do ponto de vista físico, tanto menos intercambiáveis são seus conhecimentos, suas capacidades, seus rendimentos. [...] Consequentemente, os trabalhadores high-tech tendem a considerar o trabalho a parte mais essencial de sua vida, a parte mais singular e mais personalizada. Exatamente o contrário do que acontecia com o operário industrial." Outro ponto que ele toca é a questão de que, com a globalização, as empresas de países mais desenvolvidos procuram mão de obra de países subdesenvolvidos e os empregam com salários baixíssimos, e defende (mesmo que acreditando ser útopico) um salário mínimo global. " A inteligência coletiva reduz ou resolve menos ainda a complexidade e o sofrimento do corpo planetário que se emaranha lá fora, sem inteligência nem riqueza, sem paz." "O escravismo é na verdade o único aspecto que torna competitivos os países mais pobres, e a possibilidade de cometer qualquer violência contra a vida humana é o incentivo que leva as empresas ocidentais a investir nos países do mundo pobre." Enfim, foram muitos pontos interessantes, mais do que cabe expor aqui, e fiz diversas marcações no livro, recomendo fortemente aos interessados no assunto!

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    5 / 2
    • 5 estrelas100%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Franco Berardi profile picture

    Franco Berardi

    Graduado em estética pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Bolonha. Militante desde a adolescência, Bifo passou pela Juventude Comunista, foi uma figura de destaque no Potere Operaio [Poder operário] durante o Maio de 1968, e atuou no movimento anarcossindicalista italiano nos anos 1970. Fundou a revista A/traverso (1975–1981) e fez parte da equipe da rádio Alice, a primeira rádio livre da Itália (1976–1978). Junto com Antonio Negri e outros intelectuais envolvidos no Movimento Autonomista italiano, exilou-se em Paris. Lá, trabalhou com Félix Guattari no campo da esquizoanálise e frequentou os seminários de Michel Foucault. Nos anos 1980, contribuiu com revistas como Semiotext(e) (Nova York), Chimères (Paris), Metropoli (Roma), Musica 80 (Milão) e Archipiélago (Barcelona). Em 1992, ajudou a fundar a revista DeriveApprodi e, em 1997, a editora homônima, com um catálogo em torno de temas políticos. Foi professor de Teoria da Mídia na Accademia di Belle Arti, em Milão, no Programa d’Estudis Independents, em Barcelona, e no Institute for Doctoral Studies in Visual Arts.

    4 Livros
    7 Seguidores

    Franco Berardi