O INEG - Instituto do Negro de Alagoas tem refutado as concepções teóricas que apontam para o perigo do uso da "raça" como categoria mediadora de ação política na contemporaneidade. Acredita-se que os que assim pensam são considerados antihumanistas, defensores da essencialização e do absolutismo étnicos. Os pesquisadores desta coletânea, ao contrário, afirmam que a "raça" como categoria sociopolítica, pode ser um mecanismo, uma contranarrativa criativa para reestruturar as relações étnico-raciais. Argumenta,, por meio de suas bases teórico-ideológicas, que a plasticidade da "raça" e seus aspectos sui generis na formação social brasileira é o que possibilita a permanência do racismo. Através de uma cartografia de temas como educação, ensino, currículo, religiões de matriz africana, identidade racial, mulheres negras, cultura Rastafári, Hip Hop, dança, capoeira e diáspora, esses jovens pesquisadores apontam para a denúncia do caráter estruturante da "raça" e do racismo na sociedade brasileira e suas particularidades no Estado de Alagoas. Seus estudos não apontam apenas para as bases dos valores da branquitude e das hierarquias raciais existentes. Por isso, a leitura desta obra conduzirá para o entendimento da "raça" e do racismo como modos hierárquicos, socialmente gerados, de ver o mundo e viver nele.
Cabeça preta - Pesquisas sobre a questão racial em Alagoas
Jeferson Santos da Silva, Sérgio da Silva Santos, Denivan Costa de Lima, Williem Silva de Freitas, David José Silva Santos (Orgs.)
Nandyala
2017
208 páginas
6h 56m
ISBN-13: 9788583580331
Português Brasileiro
Edições (1)
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