"Salto" não me agradou tanto como pensei que aconteceria, e todas as ressalvas que senti nele foram cuidadosamente compensadas nesse volume de "Silas", que nada mais é do que um spin-off de "Salto".
Se tem algo que me deixa muito decepcionada com histórias, e principalmente histórias com potencial são os personagens unidimensionais, o bom é bom, o mal é mal, caixinhas e mais caixinhas, como se fôssemos assim, só reforçando ainda mais as intrigas de estereótipos.
Rapha Pinheiro, pisou nesse tipo de argumento fraco, Silas tem uma história, e uma baita história, àquela que te cativa, é crível!
As motivações não são evasivas ou impulsivas, existe uma explicação, e muitas vezes muito mais elaborada do que o leitor esperava.
Uma das camadas do enredo é justamente sobre nosso contexto sociopolítico, tirando o Rapha só conheço a hq "Bendita Cura" que também está trabalhando dentro da nossa atualidade de forma tão bem feita.
Note que citei que essa é "uma" das camadas, dessa vez consegui captar algo relacionado a alegoria da "Caverna" de Platão também como uma possível camada, e esse é o legal voce ir descobrindo essas facetas.
Me senti adentrando ainda mais no universo de Intos, prendeu e despertou meu interesse do início ao fim, ou melhor continuo interessada por mais.
Vale sua atenção!