Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores538
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O que resta de Auschwitz (Estado de Sítio) - o arquivo e a testemunha (Homo Sacer III)

    Giorgio Agamben

    Boitempo
    2008
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-13: 9788575591208
    Português Brasileiro
    4.2
    98 avaliações
    Leram200Lendo41Querem296Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos0Desejados296Avaliaram98

    Como narrar o inenarrável ou testemunhar sobre algo que está além da compreensão humana? O que resta de Auschwitz, de Giorgio Agamben, procura, a partir de uma análise profunda do papel do testemunho como documento histórico e de seus limites enquanto relato pessoal, entender as dimensões da produção escrita dos sobreviventes do Holocausto nazista. Não se trata, portanto, de um livro sobre as circunstâncias materiais relacionadas ao maior campo de concentração de Hitler. O que resta de Auschwitz investiga as dificuldades do testemunho quando este envolve a perda de referenciais básicos num espaço marcado pela total ausência de normas, onde o esforço pela identificação de algo parecido com uma lógica de funcionamento não só se mostrava vão, como também poderia significar a não-sobrevivência. O relato do escritor Primo Levi, sobrevivente de Auschwitz, é matéria-prima para a análise de Agamben. Levi se coloca como testemunha e condiciona sua sobrevivência à necessidade de contar essa história. Já os chamados muçulmanos prisioneiros que perderam sua condição de homens e foram reduzidos a cadáveres ambulantes são os únicos que poderiam dar testemunho verdadeiro do terror, se já não estivessem privados da linguagem.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa picture
    Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa15/03/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Na beirada da condição humana

    Na obra filosófica do italiano Giorgio Agamben, "O que Resta de Auschwitz", trabalho de 1998, é onde com mais clareza se define e exemplifica o conceito crucial de “vida nua”, reduzida à pura existência biológica, como objeto do poder político. O campo de extermínio tornou comum a figura que guardas e prisioneiros menos degradados chamavam de Muselmann, “muçulmano” no sentido de conformado ou fatalista, como eram imaginados os adeptos do Islã na literatura orientalista. Perdida a esperança, a capacidade de comunicação e a pretensão a dignidade, arrastavam-se como mortos-vivos, encolhendo o corpo para conservar o calor e procurando no lixo algo comestível para viver mais um dia. Agamben pergunta se nesse estado, sobre o qual testemunharam tantos sobreviventes dos campos, ainda se era humano. Responder que não seria dar razão aos nazistas, diz ele. Prefere concluir que faz parte da condição humana o risco de ser reduzido à completa falta de liberdade, contingência e discurso, ao completo esmagamento entre a necessidade e a impossibilidade. Essa tese desautoriza teorias éticas e políticas fundadas na linguagem e no discurso, inclusive a “ação comunicativa” de Jürgen Habermas e os relativismos pós-modernos, pois põe o humano exatamente na brecha entre o sujeito de linguagem e liberdade e o mero corpo vivo. Previne-nos contra o otimismo sobre o debate político racional, chama a atenção para o totalitarismo latente em toda soberania – que vem à tona em “estados de exceção” e “tribunais especiais” como o de Guantánamo – e nos recorda a razão pela qual a dimensão do crime do nazismo não é uma questão de contagem de corpos.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 98
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Giorgio Agamben profile picture

    Giorgio Agamben

    Agamben foi educado na Universidade de Roma, onde em 1965 escreveu uma tese laurea inédita sobre o pensamento político de Simone Weil. Agamben participou dos seminários Le Thor de Martin Heidegger (sobre Heráclito e Hegel) em 1966 e 1968. Na década de 1970, trabalhou principalmente com linguística, filologia, poética e tópicos da cultura medieval. Nesse período, Agamben começou a elaborar suas preocupações primárias, embora seus rumos políticos ainda não estivessem explícitos. Em 1974-1975 foi fellow do Warburg Institute, University of London, por cortesia de Frances Yates, a quem conheceu por intermédio de Italo Calvino. Durante esta bolsa, Agamben começou a desenvolver seu segundo livro, Stanzas (1977). Agamben esteve próximo dos poetas Giorgio Caproni e José Bergamín, e da romancista italiana Elsa Morante, a quem dedicou os ensaios "A Celebração do Tesouro Escondido" (em O Fim do Poema) e "A Paródia" (em Profanações). . Foi amigo e colaborador de eminentes intelectuais como Pier Paolo Pasolini (em cujo O Evangelho Segundo São Mateus fez o papel de Filipe), Italo Calvino (com quem colaborou, por um curto período, como assessor do editora Einaudi e desenvolveu planos para uma revista), Ingeborg Bachmann, Pierre Klossowski, Guy Debord, Jean-Luc Nancy, Jacques Derrida, Antonio Negri, Jean-François Lyotard e muitos, muitos outros. O pensamento político de Agamben foi fundado em suas leituras da Política de Aristóteles, da Ética a Nicômaco e do tratado Sobre a Alma, bem como nas tradições exegéticas sobre esses textos na Antiguidade Tardia e na Idade Média. Em sua obra posterior, Agamben intervém nos debates teóricos que se seguiram à publicação do ensaio de Nancy La communauté désoeuvrée (1983) e da resposta de Maurice Blanchot, La communauté inavouable (1983). Esses textos analisavam a noção de comunidade em um momento em que a Comunidade Européia estava em debate. Agamben propôs seu próprio modelo de comunidade que não pressupunha categorias de identidade em The Coming Community (1990). Nessa época, Agamben também analisava a condição ontológica e a atitude “política” de Bartleby (do conto de Herman Melville) – um escrivão que “prefere não” escrever. Atualmente, Agamben leciona na Accademia di Architettura di Mendrisio (Università della Svizzera Italiana) e lecionou na Università IUAV di Venezia, no Collège International de Philosophie em Paris e na European Graduate School em Saas-Fee, Suíça; anteriormente lecionou na Universidade de Macerata e na Universidade de Verona, ambas na Itália. Ele também ocupou cargos de visita em várias universidades americanas, desde a University of California, Berkeley, até a Northwestern University, e na Heinrich Heine University, Düsseldorf. Agamben recebeu o Prix Européen de l'Essai Charles Veillon em 2006. Em 2013, ele recebeu o Prêmio Dr. Leopold Lucas da Universidade de Tübingen por seu trabalho intitulado Leviathans Rätsel (Leviathan's Riddle, traduzido para o inglês por Paul Silas Peterson)

    81 Livros
    7 Seguidores
    Kingdom of Italy, Itália

    Giorgio Agamben