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    Miracleman - Edição Integral

    Alan Moore, Garry Leach

    G. Floy Studio
    2018
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-10: 8416510156
    Português
    4.5
    2 avaliações
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    Uma das séries que ajudou a redefinir os comics de super-heróis está disponível de novo, depois de mais de vinte anos. “...o mais icónico e popular super-herói que os fãs nunca leram.”- IGN MIRACLEMAN: EDIÇÃO INTEGRAL Começando com as origens obscuras de um super-herói dos anos 50, o Escritor Original, com a ajuda de uma mão-cheia dos maiores artistas de comics de sempre, escreveu uma das mais tremendas sagas de super-heróis de sempre. Depois do seu primeiro confronto com o super-vilão que viria a ser a sua némesis, Miracleman irá partir em busca do segredo das suas origens, enquanto o Escritor original irá levar o arquétipo intemporal do super-herói até às suas últimas consequências e à sua visão tremenda de um futuro utópico. O resultado foi uma obra-prima da banda desenhada, a primeira grande história de super-heróis “realista”, que ajudou a redefinir todas as regras do género. A G. Floy orgulha-se de apresentar aos leitores portugueses a primeira edição integral mundial de uma das obras-primas esquecidas da banda desenhada de super-heróis, e uma das mais influentes de sempre. Miracleman foi o primeiro de uma série de obras “revisionistas” que puseram em questão todos os clichés e características das histórias de super-heróis. Foi só na sequência de Miracleman, que O Regresso do Cavaleiro das Trevas, Watchmen, ou histórias como Batman Ano Um ou Piada Mortal, escritas por autores inovadores como Frank Miller ou Alan Moore, estabeleceram o cânone deste revisionismo, que aplicava a psicologia real ao universo dos super-heróis, com resultados nem sempre agradáveis, que iam da violência excessiva, da subversão social e política à psicose e sociopatia. Mas até nisso Miracleman foi revolucionário, e abriu caminho a um novo entendimento do género super-heróico, com as suas raízes no mito e na lenda. De certo modo, Miracleman pode ser visto como uma exploração daquilo que pode acontecer num mundo povoado de super-heróis, se levarmos até às últimas consequências a sua existência. Onde é que tudo pode acabar? O que pode sair dali? A primeira edição mundial de Miracleman: Integral, da fase do Escritor Original, que abre caminho para os posteriores volumes escritos por Neil Gaiman (a lançar pela G. Floy em 2017).

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    Ricardo Silvestre16/12/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A viagem de Miracleman

    O que diferencia Miracleman de outras bandas desenhadas de super-heróis? Considerada por muitos uma obra-prima da nona arte, o lançamento de Miracleman marca um “antes e depois” no que se refere à forma como o super-herói é retratado. Na altura em que primeiro foi lançado (década de 50 do século passado) era só mais uma cópia inspirada no famoso Super-Homem. Vistas agora, aquelas eram histórias carregadas de clichés onde o vilão nunca ganhava e o super-herói chegava a ser aborrecido de tão perfeito que o faziam parecer. Umas quantas décadas depois, já nos anos 80, Alan Moore e Garry Leach trazem-no de volta. Nesta fase, Miracleman distancia-se da abordagem inicialmente conhecida e torna-se uma das primeiras obras a agarrar o estilo “revisionista” onde os clichés habituais são substituídos por personagens mais próximas do mundo real, abraçando níveis de complexidade e escuridão até aqui desconhecidos. A psicologia real passa a ser aplicada ao universo fantástico dos super-heróis e os fãs adoram. Mas se por um lado temos uma história carregada de brutalidade e jorros de sangue, onde os combates entre super-heróis geram consequências drásticas, temos depois um final que é tudo menos o que esperei. A ascensão de Miracleman a divindade e a sua ajuda na criação de uma sociedade utópica perfeita levam a crer que tudo acabou bem. Mas terá sido mesmo assim? Fica a questão. Esta é uma banda desenhada muito interessante, que nos leva à reflexão sobre inúmeros temas diferentes (ou não fosse Alan Moore um dos criadores) e que foi pioneira de um género que revolucionou o modo como as histórias de super-heróis passou a ser contada. Não posso deixar de mencionar a elevada qualidade do trabalho de John Totleben no que toca ao desenho, em especial o retrato atrós representativo do pós duelo final entre Miracleman e Johnny Bates (último slide das imagens disponibilizadas).

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