Novecento - Un monologo

    Alessandro Baricco

    Feltrinelli
    2009
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788807813023

    Il libro racchiude la storia, raccontata dall'amico suonatore di tromba, sotto forma di monologo, di Danny Boodmann T. D. Lemon Novecento, pianista sul transatlantico Virginian. Abbandonato sulla nave da emigranti, viene allevato da uno dei componenti dell'orchestra. I suoi elementi naturali divengono il transatlantico, il mare e la musica. Non è mai sceso a terra e vive ed esiste solo sul Virginian dove presto diventa un pianista di successo. Anche se non ha mai visto che mare e porti, viaggia moltissimo, con la fantasia, carpendo le notizie dai passeggeri che incontra. A 32 anni decide di scendere a terra, ma all'ultimo momento Novecento ci ripensa e corre a rifugiarsi nuovamente nell'antro della nave.

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    Tati Iegoroff picture
    Tati Iegoroff31/03/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Um monólogo surpreendente e divertido

    Novecento foi uma grata surpresa para mim! Longe de ser chata, a narrativa traz trechos engraçados e reflexivos, além de surpreender o leitor em diversos pontos. A história se passa em um navio, o que por si só já poderia ser bem diferente. E não se trata de um navio qualquer, mas um a vapor, que no período entre guerras transportava milhares de imigrantes para a “América” (isto é, para os Estados Unidos, mas também para o Brasil). E o navio, como tantos naquele período, transportava pessoas muito ricas e pessoas muito pobres. Evidentemente, cada classe viajava de uma forma, mas todos sobre o mesmo navio. E foi assim que, um belo dia, a equipe do navio encontrou um bebê abandonado ali. Dentre as opções que tinham, acabaram por adotar o tal garoto, o protagonista deste livro, dando-lhe o nome de Danny Boodmann T. D. Lemon Novecento. Mas o nome não é a única peculiaridade deste personagem. Tendo nascido e crescido em um barco, Novecento nunca levou uma vida muito normal, nunca frequentou uma escola. Porém, acima de tudo isso: perante a lei, Novecento sequer existia! (não que ele se importasse muito com isso…). Apesar de nunca ter frequentado uma escola formal, Novecento aprendeu muito observando e vivendo. Como o próprio narrador ressalta em vários momentos, estando num navio como aquele, Novecento tinha contato com muitas pessoas e podia, através disso, conhecer o mundo, principalmente aquele não conhecia por si mesmo. Além disso, Novecento crescendo principalmente entre os músicos do navio, tornou-se um grande pianista. O melhor, aliás. Para além do fato de não existir perante a lei — o que nos faz refletir muito sobre identidade — outro grande conflito da história está no fato de Novecento nunca ter pisado em terra firme e continuar querendo viver assim, mesmo quando já não parecia mais possível. Eu gostei muito do desenrolar dessa história, e também do final dela. Um livro daqueles que fica ecoando em nós e que quando terminamos temos vontade de soltar um sonoro “uau”. Certamente valeu a pena tê-lo enfrentado e conhecido.

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