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    Ema, la cautiva -

    César Aira

    Literatura Random House
    2015
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788439701965
    Espanhol
    3.5
    3 avaliações
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    Hace unos años yo era muy pobre, y ganaba lo necesario para analista y vacaciones traduciendo, gracias a la bondad de un editor amigo, largas novelas de esas llamadas «góticas», odiseas de mujeres, ya inglesas, ya californianas, que trasladan sus morondangas de siempre por mares himenópticos, mares de té pasional. Las disfrutaba, por supuesto, pero con la práctica llegué a sentir que había demasiadas pasiones, y que cada una anulaba a las demás como un desodorizante de ambientes. Fue todo pensarlo y concebir la idea, atlética si las hay, de escribir una «gótica» simplificada. Manos a la obra. Soy de decisiones imaginarias rápidas. El Eterno Retorno fue mi recurso. Abjuré del Ser: me volví Sei Shonagon, Sherezada, más los animales. Las «anécdotas del destino». Durante varias semanas me distraje. Sudé un poco. Me reí. Y al terminar resultó que Ema, mi pequeña yo mismo, había creado para mí una pasión nueva, la pasión por la que pueden cambiarse todas las otras como el dinero se cambia por todas las cosas: la indiferencia. ¿Qué más pedir?

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    César Aira

    Nascido em 1949 em Coronel Pringles, uma cidade da província de Buenos Aires, em 1967 César Aira instala-se na porteño bairro de Flores. Ambos são espaços muito presentes em sua escritura. Aira também retorna frequentemente à Argentina do século XIX (por exemplo em A lebre, Um episódio na vida do pintor viajante e Ema, a cativa). Com frequência retorna regularmente a jogar com estereotipos de um exótico Oriente como em Uma novela chinesa, O volante, e O pequeno monge budista. É frequente a utilização de personagens de autor em suas novelas. Tal é o caso de O congresso de literatura, As curas milagrosas do Doutor Aira, Como me fiz freira, Como me ri, O cérebro musical ou Aniversário.

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    11 Seguidores
    Buenos Aires, Argentina

    César Aira