Aventuras na História Nº 187 (Dezembro de 2018) - AI-5 - Ditadura na Ditadura

    não informado

    Caras
    2018
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    # AI-5 - Ditadura na Ditadura # Jim Jones # Egito de Cleópatra # Barba negra E mais histórias!

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    R .26/12/2018Resenhou um livro
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    Ocorreram mudanças no visual da AH com intenção de torna-la classuda na busca de novos leitores. Ficou parecida a revistas políticas (Veja, Isto é, Visão), tiraram a cara de juventude (talvez por isso tenham mudado) e reduziram consideravelmente as ilustrações (que já teve fase mais criativa, principalmente nos primeiros anos). Também não achei positiva a disposição de deixarem apenas para o site a seção Notas Históricas, que tinha vários informes em textos curtos. Mas ainda está entre minhas revistas preferidas. De positivo gostei de novas seções e mais espaço para reportagens de uma página (permitindo variação no "cardápio"). A seção Galeria está entre as novidades, logo na abertura, propondo reportagens inusitadas e interessantes com valorização de fotografias. Nessa edição privilegiaram a tribo Wodaabe, apresentada como a dos homens mais galantes da África. O visual é curiosamente incrível, tipo um Boy George primitivo ou na fase das trancinhas nos anos 80. Ah, não curto o desse cantor, que tem outras motivações, mas o da tribo é espetacular. Outra novidade a que me afeiçoei, e onde tenho expectativas promissoras, foi a seção Mitos e Lendas, que trouxe o Lobisomem em breves curiosidades. Tomara que explorem o regionalismo e não apenas temáticas de maior sucesso com o público (similares ao que é valorizado naquele bruxo que não curto). Limaram também a seção Linha do Tempo (pelo menos como era) e parece que vão direcionar em apenas um tema. Se for assim, a proposta é interessante e o tema foi o Mickey (historicamente falando tem seus atrativos). Egito Ptolomaico é uma das reportagens de destaque, com abordagem que enfatiza a nação como maior centro cultural em sua época, superando até o império romano, que tinha mais destaque político e militar. Cleópatra teve considerações curiosas, sendo tratada como grande estrategista política. Novidade para mim o informe de que existiram outras e a mais famosa foi a sétima. Em paralelo com outros tempos, a reportagem mostra que a revista regrediu na questão ilustrativa. Tão pobre nesse sentido... AI-5 foi o tema de capa em texto bastante simples, interessante para leigos como eu, descrevendo o assunto em tópicos de similaridade didática. Dá para perceber a gravidade e loucura que representou o momento, em termos governamentais e de direito do cidadão. Fiquei interessado em mais detalhes sobre a Guerrilha do Araguaia e achei especialmente curiosa a ênfase representativa de alguns dos 17 Atos Institucionais (AI) que o governo militar estabeleceu. Cada barbaridade, numa visão de que só por meio da força e maiores poderes presidenciais, ao lado dos militares, seriam mantidas a ordem e estabilidade no país. A reportagem sobre o Barba Negra não foi tão instigante e destaca o estrategista que era em provocar terror para suas conquistas. A fama fazia com que ocorressem rendições sem precisar de batalha. Destaque para seu poderoso navio (reformado para batalhas), o informe de apego a livros e as histórias em torno de sua aparência demoníaca. Novamente, pouco atrativa em ilustrações. Finalizando, tem reportagem também sobre Jim Jones. Um maluco que fez lavagem cerebral e forçou centenas de pessoas ao suicídio na Guiana, no final dos anos 70. Pior que muitos o usam para falar de evangélicos atualmente, como se fosse representativo. Evangelho em sua essência é uma coisa, malucos que deturpam é outra, como de fato existem. Basta ver que Cristo chamou seus seguidores para serem luz no mundo (testemunho através da vida cristã, com amor a Deus e ao próximo) e não para se excluírem dele, no sentido de reclusão física e, pior ainda, na visão maluca de suicídio.

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