A 20 de fevereiro de 1933, um dia comum em Berlim, teve lugar no Reichstag uma reunião secreta na qual os industriais alemães — entre os quais se contavam os donos da Opel, Krupp, Siemens, IG Farben, Bayer, Allianz, Telefunken, Agfa, BASF e Varta — doaram enormes quantias a Hitler para conseguir a estabilidade que ele prometia. A partir desse ano, Hitler preparou uma estratégia para a comunidade internacional para anexar pacificamente a Áustria; para isso, enquanto procurava o consentimento ou o silêncio dos primeiros-ministros europeus, manteve uma guerra psicológica com Schuschnigg, o chanceler austríaco, até que a invasão (uma vanglória do lendário exército alemão, que escondia graves problemas técnicos) foi um facto. Esta narrativa revela os negócios e os vulgares interesses comuns que tornaram possível a ascensão do nazismo e o seu domínio na Europa até à Segunda Guerra Mundial, com as consequências que todos conhecemos. A Ordem do Dia descreve de forma trepidante e inovadora, em cenas memoráveis, os bastidores da ascensão de Hitler ao poder, numa lição de literatura, história e moral política.
A Ordem do Dia - Narrativa
Éric Vuillard
Edições (1)
Ver maisEsse é livro é bem interessante, o Porque ele mostra mais afundo o que realmente aconteceu na história da Segunda Guerra Mundial. Como retrata as reuniões que os líderes nazistas tiveram com a Inglaterra, Áustria, e como eles uniram seus objetivos com o capitalismo. Porque no meio de toda aquela politicagem, muitos dos envolvidos eram donos de grandes empresas da época, como a Krupp, que foi a principal fornecedora dos equipamentos bélicos e transportes usados na guerra pelos nazistas. Também mostra os esquemas de mentiras e distorção que o governo publicava, como eles faziam algo extremamente ruim, parecer bom e agradável. A censura sempre presente nos governos totalitários. E como eles disseminaram muitas informações falsas. Também gostaria de destacar, o quanto essa ideologia mudou completamente os pensamentos das pessoas. Porque quando os nazistas disseram que iam invadir a Áustria, os austríacos ficaram extremamente felizes e animados com essa ideia, eles dançavam e cantavam esperando a chegada dos Alemães. Até que eles demoram a chegar nas cidades austríacos, devido a problemas com os carros, e isso acaba atrasando-os. Mas no meio disso tudo, o que mais me assustou foi no final que narra a morte de muitos, muitos austríacos, que se suic***ram devido a esse nervosismo e essa incerteza do que realmente iria acontecer, mas não se sabe ao certo o motivo deles terem feito isso, No livro diz sobre a hipótese pode ter sido, porque eles olharam pelas janelas e viram o que os judeus estavam passando, então decidem antecipar sua dor e sofrimento nesse ato tão doloroso. É surreal a tamanha dor psicológica, emocional e física que cada pessoa passou naquela época. Todos que morreram em prol de um pensamento elitista, assass*no, destruidor. Sem contar os resquícios que esses acontecimentos deixaram para os judeus, com seus psicológico abaladissimo, e os que estavam no meio dessas idealizações naz*stas, que ficaram com uma visão de mundo distorcida e enxergando tudo como fora de um padrão. Esse livro mostra quanto o totalitarismo é cruel.
Estatísticas
Avaliações
3.5 / 2- 5 estrelas0%
- 4 estrelas50%
- 3 estrelas50%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%

