Conservadorismos, Fascismos e Fundamentalismos: Análises Conjunturais -

    Ronaldo de Almeida

    Editora Unicamp
    2018
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8526814559
    Português Brasileiro

    Conservadorismo, fascismo e fundamentalismo são categorias associadas a eventos históricos específicos. No entanto, essas palavras tornaram-se comuns no debate público brasileiro contemporâneo, sendo constantemente acionadas nos noticiários, na imprensa escrita e nas redes sociais na internet. Ao dar centralidade a essas categorias, este livro reflete sobre o seu valor analítico e a sua capacidade descritiva. Os protestos de massa no Brasil, o processo de impeachment de Dilma Rousseff e seus desdobramentos, a eleição de Donald Trump e a participação dos evangélicos na política nacional são alguns dos focos empíricos analisados por pesquisadores de diferentes áreas das Humanidades. Este é um livro que nos ajuda a entender a crise política depois das manifestações de junho de 2013 e também nos dá pistas sobre o que podemos esperar para os próximos anos.

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    Denis Caldas17/07/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Progressismo x Regressismo

    O livro é assim dividido, além da introdução: 1. A onda conservadora na política brasileira traz o fundamentalismo ao poder? (Joanildo Burity) 2. Donald Trump é fascista? (Alvaro Bianchi e Demian Melo) 3. Os protestos e a crise brasileira. Um inventário inicial das direitas em movimento de 2011 a 2016 (Luciana Tatagiba) 4. Crise, alucinose e mentira: o anticomunismo do nada brasileiro (Tales Ab'Sáber) 5. Antibolivarianismo à brasileira (Yara Frateschi) 6. Deuses do Parlamento: os impedimentos de Dilma (Ronaldo de Almeida) Os artigos nos trazem um retrato estatístico dos movimentos ditos à direita no Brasil, principalmente desde 2011, com o aumento gradativo da presença de deputados federais e senadores pentecostais, sem entrar (muito) em juízo de valor, embora saibamos que, para os escritores, esse avanço é "um regresso na democracia brasileira". Tirando o artigo do Ab'Sáber, que é mais apaixonado e opinativo do que os outros, todos tentam fazer uma análise fria da situação, que traz o seguinte recado: a Torre de Marfim está preocupada com o aumento da representação demográfica do Brasil no Parlamento. Interessante que, até mesmo o professor Ab'Sáber assume que o capitalismo é necessário ao Brasil, mas aos moldes do modo como o presidente Lula conduziu a economia, no que o autor chama de "capitalismo de inclusão" contra o capitalismo elitista de exclusão das massas. Acho que ele andou lendo Adam Smith... Enfim, o que se confirma é que, os denominados conservadores, ou "de direita", estão aumentando a presença na política formal do Brasil, quebrando a hegemonia socialista e representando os anseios da população. Digo isso porque, é romântico pregar o marxismo, mas na realidade toda pessoa, toda família, quer melhorar economicamente de vida, e isso só se dá melhor pelo liberalismo clássico. Todavia, infelizmente, a hegemonia da "esquerda" na academia ainda prevalece, formando uma casta de privilegiados que não querem democratizar a educação e a ciência, como vemos nessa publicação da Unicamp. Tudo que é fora do pensamento marxista é considerado regresso, antiquado, antidemocrático, errado, confundindo propositalmente conservadorismo com a manutenção do status quo da elite, enquanto que, na verdade, conservadorismo é conservar o que dá certo e inovar para realmente progredir; este deveria ser o verdadeiro "progressismo".

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