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    O peixe e o pássaro -

    Bartô

    Miguilim
    1980
    41 páginas
    1h 22m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    13 avaliações
    Leram28Lendo2Querem30Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Poemas de Bartolomeu C. Queiroz. Livro ilustrado com fotos de Haroldo Carneiro.

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    Júlio César de Campos Rodrigues picture
    Júlio César de Campos Rodrigues04/09/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Entre águas e céus: a balada do amor impossível

    Em "O Peixe e o Pássaro", Bartolomeu Campos de Queirós nos conduz a uma fábula poética que flutua entre o sonho e a realidade, revelando as profundezas de um amor impossível que desafia as barreiras da natureza. Nesta obra magistral, o autor transforma a relação entre um peixe e um pássaro em um potente símbolo de anseios e desejos que habitam o coração humano, fazendo ecoar a eterna luta entre liberdade e pertencimento. A narrativa, entrelaçada com a delicadeza de uma poesia bem elaborada, toca em temas universais como a solidão, a busca por conexão e o anseio pela aceitação. O peixe (meu "crush"), que habita as águas tranquilas, e o pássaro (eu mesmo), que voa alto pelos céus, simbolizam não apenas a dualidade de seus mundos distintos, mas também o desejo que muitos carregam de romper com suas próprias limitações. A anátema de seus respectivos reinos — a água e o ar — se torna um dilema profundo, retratando as frustrações e os anseios que permeiam o amor na sua forma mais pura e, por vezes, impossível. Os personagens, carregados de simplicidade e profundidade, desencadeiam uma reflexão sobre as barreiras que construímos e as expectativas que suportamos. Queirós, com sua escrita sensível e envolvente, nos leva a sentir a dor da separação e a beleza do amor que, embora inatingível, é intenso e verdadeiro. Cada trecho é uma pincelada de emoções, onde o leitor é convidado a mergulhar em um oceano de sentimentos. A linguagem rica e sonora do autor transforma cada página em uma experiência sensorial, onde as palavras dançam como as ondas do mar e o vento que embala as asas do pássaro. A magia da história reside não apenas em seu enredo, mas na capacidade de Queirós de fazer com que o leitor sinta a essência desse amor que desafia as convenções e as limitações impostas pela realidade. "O Peixe é o Pássaro" é, portanto, muito mais do que uma simples fábula, é uma meditação sobre as aspirações que todos carregamos em nossos corações. Através do olhar de um peixe sonhador e um pássaro libertário, somos levados a refletir sobre nossas próprias amarras e os nossos voos. Ao final da leitura, em meio ao suspiro de um amor que nunca poderá ser, fica a percepção de que, muitas vezes, o mais belo da vida está na luta por aquilo que parece inalcançável. Esta obra é um convite irresistível à reflexão e à emoção, que, sem dúvida, grita por ser lida e relida, eternamente. Amei. Me apaixonei. Recomendo. Especialmente aos emocionados como eu.

    3 curtidas

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    4.1 / 13
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas8%
    Bartolomeu Campos de Queirós profile picture

    Bartolomeu Campos de Queirós

    Bartolomeu Campos de Queirós (Pará de Minas MG 1944 - Belo Horizonte MG 2012). Autor de poemas e histórias infantis e juvenis, educador, crítico de arte, museógrafo e ensaísta. Passa boa parte da infância no interior de Minas Gerais, nas cidades de Papagaio e Pitangui, onde mora com o avô paterno. Aos 6 anos, perde a mãe. No internato do Colégio São Geraldo, em Divinópolis, Minas Gerais, cursa o ginasial, e estuda, por breve período, no convento dos dominicanos em Juiz de Fora, Minas Gerais. Muda-se para Belo Horizonte, inicia o curso de filosofia e trabalha no Centro de Recursos Humanos, escola de experiências pedagógicas do Ministério da Educação. Com uma bolsa da Organização das Nações Unidas (ONU), vai à França, e cursa filosofia no Instituto Pedagógico de Paris. Na capital francesa, escreve seu primeiro livro, O Peixe e o Pássaro, lançado em 1971, ano em que retorna ao Brasil. Torna-se membro do Departamento de Aperfeiçoamento de Professores (DAP), do Ministério da Cultura, do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Curador da Escola Guignard. Atua ainda como assessor especial da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais e presidente da Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes. No início da década de 1980, trabalha como editor, para a Editora Miguilim, de Belo Horizonte, que se propunha a trazer um tema renovador para a literatura infantil brasileira, incorporando questões sociais da vida contemporânea. De 1986 a 2000, integra o projeto ProLer, da Biblioteca Nacional, ministrando seminários sobre educação, leitura e literatura. Como crítico de arte, participa de júris de salões e curadorias de exposições de artes plásticas e atua na área de museografia.

    53 Livros
    7 Seguidores
    Minhas Gerais, Brasil

    Bartolomeu Campos de Queirós