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    Fascismo: filho dileto da Igreja e do Capital -

    Maria Lacerda de Moura

    Entremares
    2018
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788593890086
    Português Brasileiro
    4.2
    11 avaliações
    Leram15Lendo3Querem37Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos2Desejados37Avaliaram11

    "A intolerância sistemática do clero suspira pela fogueira e pelos santos inquisidores. A Igreja tem saudades fundas e nostálgica mística das suas perseguições e do fanatismo com que o povo acorria para meter as achas de lenhas nas fogueiras e ver assar vivos os hereges, os judeus e as feiticeiras. E neste momento, através do fascismo, a Igreja tenta de novo tomar o mundo de assalto." Maria Lacerda de Moura

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    erased picture
    erased19/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Contra o poder autoritário que controla a nossa vida

    Maria Lacerda de Moura foi reconhecida internacionalmente como educadora e pensadora libertária e racionalista, este livro faz uma crítica como ela mesma afirma não à figura de Cristo (ou como ela mesma chama Rabi da Galiléia), mas à instituição romana alçada pelo império como sua filosofia e sua ideologia. O livro pode bem ser cotejado com Carta a um religioso da Simone Weil (pensadora francesa de família judaica e grande admiradora do cristianismo de Cristo e combatente ciente dos desmandos do Estado e da Igreja). O livro começa e termina com dois ensaios fundamentais para entender a associação que faz a autora do poder estatal e do poder da igreja, seus argumentos tem base histórica e menção a grandes autores bem como referências às publicações de sua época. O livro conta também com uma cronologia da autora para conhecermos um pouco de suas influências e influenciadoras/influenciadores.

    4 curtidas

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    4.2 / 11
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Maria Lacerda de Moura

    Maria Lacerda de Moura nasceu em maio de 1887 e morreu aos 57 anos em março de 1945. Foi uma pensadora anarquista brasileira e pacifista. Precursora do que se denomina, hoje em dia, como anarcofeminismo. Foi extremamente ativa em sua época e lida por intelectuais, militantes e escritores tanto do Brasil quanto da Espanha, Argentina e Chile. Foi editora/criadora da revista Renascença (seis edições, 1923), uma revista de arte e pensamento que contava com colaboração de anarquistas, feministas e comunistas brasileiros e estrangeiros. O primeiro número da revista, esgotado em dois dias, foi elogiado na imprensa anarquista da época (A Plebe e O Nosso Jornal) e nos meios intelectuais. Escreveu mais de vinte livros e muitos deles tiveram reedições revisadas pela autora tanto em português quanto em espanhol, algumas de suas publicações mais conhecidas são: Renovação (1919, 2015), A mulher e a maçonaria (1922), A fraternidade na escola (1922), A mulher é uma degenerada (1924, 1925, 1932, 2018), Han Ryner e o amor plural (1928, 1933), Religião do amor e da beleza (1926, 1929), Serviço Militar para mulheres: recuso-me e outros escritos (1931, 1999), Amai e… não vos multipliqueis (1932), Clero e fascismo: horda de embrutecedores (1933, 2018), Fascismo: filho dileto da igreja e do capital (1934, 2012, 2018). Era vegetariana e firme em seus posicionamentos anticapitalistas, anticlericais e é considerada uma das primeiras antifascistas das Américas; levando, como palestrante e escritora, palavras contrárias e contundentes ao retrocesso de seu tempo, “em tempos como o de hoje ninguém mais nasce de olhos fechados”, escreveu em A mulher é uma degenerada. Entre 1928 e 1937, viveu em uma comunidade agrícola em Guararema, interior de São Paulo, cuja formação era de anarquistas individualistas e desertores espanhóis, franceses e italianos da Primeira Guerra Mundial. A comunidade foi desfeita devido à repressão da ditadura do Estado Novo. Seu trabalho foi investigado por anarcofeministas, anarquistas e feministas brasileiras e estrangeiras, com destaque à pesquisa de Miriam Moreira Leite nos anos 1980, a primeira a focar exclusivamente na vida e na obra da anarquista. Seus livros raros hoje em dia estão, aos poucos, sendo reeditados por editoras independentes, contudo, não se pode esquecer que o ato de republicar Maria Lacerda é uma ação que coletivos anarquistas já realizavam desde os anos 1990.

    6 Livros
    10 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Maria Lacerda de Moura