Viagem Espírita em 1862 -

    Allan Kardec

    O Clarim
    2012
    117 páginas
    3h 54m
    ISBN-13: 9788573570519
    Português Brasileiro

    A Viagem Espírita em 1862 levou Allan Kardec a visitar acima de vinte diferentes cidades da França, ocasião em que presidiu cerca de cinquenta reuniões. Esse empreendimento foi motivado em atenção a um convite subscrito por quinhentos espíritas da cidade de Lion. No decorrer dessas seis semanas de 1862. ao outono sucedeu o inverno, e foi através da chuva, do frio e da neve que o grande missionário se locomoveu pela província francesa. Num percurso de 193 léguas (acima de 1158km), o Codificador fez diversos pronunciamentos, colheu inúmeros depoimentos e observações e pôde pessoalmente constatar os imensos progressos efetuados pelo Espiritismo. As palestras de Allan Kardec, nessa viagem de esclarecimentos e fortalecimentos aos grupos, tornaram-se indispensável auxílio aos grupos espíritas, tanto no que diz respeito à organização e administração das Sociedades Espíritas, como no que concerne à Doutrina Espírita.

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    Juliana Morgensten de Souza29/04/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O mesmo é tipo um compilado de atividades e viagens realizadas pelo codificador na propagação inicial da Doutrina Espírita. Sendo assim, o livro possui 6 grandes capítulos, além do prefácio do tradutor. Inicia comentando sobre as impressões gerais e depois discorre por 3 discursos feitos por Kardec aos espíritas de Lyon e Bordeaux. O primeiro pronunciamento aborda sobre as questões religiosas, Deus e o próprio Espiritismo. Também fala sobre as três categorias distintas dos ideias espíritas, dos próprios espíritas e médiuns. O segundo discurso comenta sobre a propagação do Espiritismo pelo mundo e sobre os mesmos que estavam mais concentrados na Áustria, Polônia, Rússia, Itália, Espanha e Constantinopla. Além disso, relembra sobre a importância da fé e os pré-conceitos com a Doutrina Espírita. Já o terceiro pronunciamento fala sobre a necessidade da caridade, o egoísmo e o progresso dos indivíduos e os grupos e os seus convívios. Chegando no quarto capítulo, Kardec dá algumas instruções e respostas, em vários subtópicos, aos grupos em resposta a algumas das questões propostas por eles. Ao todo são 11 questionamentos e nesta parte lembra muito a diagramação do O Livro dos Espíritos e dos Médiuns, onde existe uma pergunta e ele responde em cima da mesma. A diferença é que, desta vez, são argumentos vindos do próprio e toda a sua bagagem de conhecimentos já adquiridas ao longo de muitos estudos e pesquisas. Por fim, enumera itens de um projeto de regulamento para uso de grupos e pequenas Sociedades Espíritas. E como trabalhadora de um Centro Espírita e participante de um grupo de estudo, comprovo que muitos fatos colocados ainda estão em funcionamento, principalmente em relação ao número de participantes no grupo, a importância dos conhecimentos espirituais para participar e retirar quem não esteja em sintonia com o todo. Ao contrário das obras da codificação, por aqui já temos um Allan Kardec totalmente consciente das suas funções e cargos na sociedade e dentro do Espiritismo. E o mesmo consegue transmitir os seus conhecimentos com muita clareza, praticidade e segurança. O texto é de fácil entendimento e a leitura é fluída, sendo necessárias pausas para reflexões. Viagem Espírita em 1862 é um livro para quem já esteja inserido dentro da Doutrina e conhece suas questões. Para quem é de fora, a grosso modo vai parecer entrar dentro uma empresa e ficar observando seus funcionários trabalhando e todo o modus operantis do local.

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