Essa leitura me fez retroceder naquilo que eu pensava estar avançando. Me fez entender que a teoria é muito importante, mas que é indispensável saber sobre as vivências, as experiências, pra que a conclusão seja o mais próximo possível da realidade.
As marcas que se deixam quando se cumpre uma pena privativa de liberdade, a cicatriz que se leva para todo o sempre, a estigmatização, o selo que se crava na pele depois de experienciar o sistema carcerário.
Não há uma relativização do crime, não há uma busca por se esquecer do que motivou o indivíduo a estar naquela situação, preso, mas que a penalidade existe por um motivo, que não se cumpre e, pior, se retira outra vida, além da vítima, ou outras, no plural, já que as famílias estão inseridas nesse contexto.
Essa leitura me deixou pensativo. Eu, que sempre, desde a entrada na faculdade, estive por dentro dessa realidade, mas como estudante, que cultivei um interesse pelo tema, que já me debrucei sobre várias obras, mas acabei me apegando as estruturas teóricas, as motivações psicológicas por detrás dos crimes, mas me esqueci de algo muito importante, a pessoa presa, a sua realidade, o seu dia a dia naquele ambiente, as consequências disso.
Enfim. Espetacular o que o Samuel escreve aqui. Leitura mais do que obrigatória para qualquer um que se interessar pelo tema.