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    El diablo en la cruz -

    Ngugi wa Thiong'o

    Debolsillo
    2017
    335 páginas
    11h 10m
    ISBN-13: 9788466340533
    Espanhol
    5
    1 avaliação
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    Escrita desde una celda con papel higiénico como único soporte, El diablo en la cruz se concibe como una declaración de intenciones en defensa de la lengua y la literatura africana, al mismo tiempo que se manifiesta como una feroz crítica a una sociedad víctima del neocolonialismo donde la explotación, el acoso sexual y la hipocresía están a la orden del día. El resultado es un retrato irónico y desnudo del sufrimiento de un pueblo que nunca ha renunciado a soñar con la libertad y que se atrevió a convertir este libro en un símbolo de esperanza.

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    Tiago O. picture
    Tiago O.06/01/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Att: Satán, Rey de los Infiernos.

    Encarcerado em uma prisão de segurança maxima, a mando do então presidente Queniano, Moi. Por haver exposto sua opinião em uma peça de teatro entitulada 'Ngaahika Ndeenda' (Me caso quando queira), que teve sua estreia no ano de 1977. O autor e ativista Ngugi wa Thiong'o se recusando a escrever em inglês, a lingua do colonizador. Deixou de chamar-se James Ngugi e passou a escrever em gikuyu, seu idioma materno. Assim nasceu 'Caitaani m?tharaba-In?', (El diablo en la cruz) primeira novela publicada em uma língua originária do Quênia. Escrita em segredo durante sua estadia no presídio, manuscrita em folhas de papel higiênico. 'El diablo en la cruz' é uma novela cheia de simbolismos em que se mesclam canções, contos, ditos populares e a voz de um tocador de Gicaandi; O profeta da Justiça, que seguindo a tradição africana nos conta a fantástica história de cinco personagens que sobem a um matatu que percorre a Transafrica saindo de Nairobi em direção as Colina Douradas de Ilmorog, lugar onde se celebrará a Festa do diabo, onde se elegerá os vencedodes de um concurso de furto moderno. Entre os ilustres convidados se encontra uma camponesa que havia lutado pela idependência do Quênia e agora já não reconhece o país em que vive, um motorista sem escrupulos capaz de ir até as últimas consequências por amor ao dinheiro, um senhor da classe obreira que dedicou toda sua vida a trabalhar com as mãos, um jovem abastado que devido a anos de estudos no exterior já não fala com fluência seu próprio idioma, um taciturno senhor de óculos escuros e Wariinga uma jovem mãe solteira que após ser despedida, abandonada pelo então namorado e despejada de sua casa por um grupo denominado 'Los Ángeles del Diabo' se vê as voltas com a ideia de dar um fim a própria vida, quando surge um homem que a entrega um convite. 'El Diablo en la cruz' é uma grande alegoria do neocolonialismo na África e suas consequências, como a expansão do capitalismo selvagem que perpetra o maior dos latrocínios e ameaça com a desaparição de qualquer traço identitário sob um imperialismo cultural. E uma critica ao governantes e ao povo que se dispõem a seguir os passos do 'diabo'. O maior logro da novela é entrelaçar com maestria a critica voraz ao folclore gikuyu, dando vida a personagens arquetípicos que promovem o despertar de uma cultura própria, uma identidade e uma forma mais justa e igualitária de viver em sociedade.

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    Ngũgĩ wa Thiong'o profile picture

    Ngũgĩ wa Thiong'o

    Ngũgĩ wa Thiong'o é um escritor queniano, que escreveu obras em língua inglesa e que posteriormente tem escrito em língua gĩkũyũ. A sua obra inclui novelas, peças teatrais, contos e ensaios, da crítica social à literatura infantil. É o fundador e editor da revista gĩkũyũ Mutiiri. Em 1977, Ngũgĩ wa Thiong'o escreveu uma peça de teatro no seu Quénia natal que procurava libertar o processo teatral do que ele dizia ser "o sistema geral de educação burguês", ao encorajar a espontaneidade e a participação da audiência na execução da peça. A peça não foi bem acolhida pelo autoritário regime queniano e o autor passou mais de um ano na cadeia. A Amnistia Internacional tomou-o como prisioneiro de consciência, e o artista foi libertado da cadeia, saindo do país. Nos Estados Unidos, ensinou na Universidade de Yale durante alguns anos, e também na Universidade de Nova Iorque, nas áreas de "Literatura Comparada" e "Performance Studies". Ngũgĩ vê muitas vezes o seu nome nas listas de candidatos ao prémio Nobel da Literatura. Para o crítico literário Jonatan Silva, Thiong'o retrata como poucos a luta pela independência do Quénia. Em sua crítiva para Um Grão de trigo, Silva ressaltou a habilidade do escritor em criar um "jogo de espelhos" entre realidade e ficção

    33 Livros
    21 Seguidores
    Kamiriithu, Quênia

    Ngũgĩ wa Thiong'o