The Yoga Sutra of Patanjali: A Biography (lives of great religious books) -

    David Gordon White

    Princeton University Press
    2014
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-10: 0691143773

    Consisting of fewer than two hundred verses written in an obscure if not impenetrable language and style, Patanjali's Yoga Sutra is extolled by the yoga establishment as a perennial classic and guide to yoga practice―except it isn't. Virtually forgotten in India for hundreds of years and maligned when it was first discovered in the West, the Yoga Sutra has been elevated to its present iconic status only in the course of the past forty years. David Gordon White retraces the strange and circuitous journey of this confounding work from its ancient origins to today, bringing to life the improbable cast of characters whose interpretations and misappropriations of the Yoga Sutra led to its revered place in contemporary popular culture.

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    Vinicius Tega02/07/2021Resenhou um livro
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    195 aforismos, infinitas interpretações

    Se hoje em dia ao noticiar um mesmo fato vemos ao menos umas trinta interpretações diferentes do ocorrido, o que podemos dizer sobre a interpretação de um livro escrito por volta do século IV? Um salve aos historiadores que tentam buscar essas respostas! O Yoga Sutra foi escrito por Patanjali, uma figura misteriosa da qual não temos muitas informações, é um dos livros mais antigos a tratar sobre Yoga e praticamente leitura obrigatória nos cursos de formação e para quem se interessa por sua filosofia. Professores, praticantes, curiosos. O grande problema é que ele foi escrito com aforismos, pequenas frases que resumem um conhecimento enorme e, justamente por isso, sua interpretação é impossível sem comentários adicionais ao texto. Soma-se a isso ele ter sido escrito em sânscrito, cujas palavras por si só podem ter interpretações bem diferentes dependendo do contexto. David White aqui expõe um pouco dessa complexidade que é traduzir e comentar uma obra deste porte. Também coloca as interpretações que o livro sofreu ao longo dos séculos, tendo em vista o viés dos seus tradutores: por ora védico, às vezes islâmico, ou baseado no Samkhya (outra filosofia da India), escolas duais e não-duais, chegando até o Ocidente com misturas teosóficas, cristãs e do movimento new age. Ufa, que bagunça! Mais do que respostas, o trabalho do autor é propor reflexões e uma visão mais crítica nesses desvios de compreensão da ideia "original" da obra. Ainda que seja difícil saber exatamente quais ideias eram essas. Isvara é Deus? Yoga é união com Deus? Nunca saberemos qual era a intenção original de Patanjali ao escrever os ensinamentos do Yoga. Acredito ser uma obra fundamental para quem gosta e se interessa por Yoga. Fica a sensação de que o estudo é para a vida toda, se não quisermos seguir um caminho já trilhado com interpretações fixas de alguma tradição estabelecida.

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