“Deixai toda esperança, ó vós que entrais” É com essa frase (de Dante Alighieri ), que inicio o meu primeiro livro. É algo sobre incertezas. É sobre esperança; a minha e a sua. É também sobre solidão, a minha e a sua. É sobre, quando, por algum instante o sufoco calou fundo. É sobre qualquer coisa que aperta a garganta. É sobre o meu retorno ao útero. É sobre quando me engasguei com a boca repleta de palavras sujas (banhadas em sangue). É sobre quando emudeci a alma. Poesia também corta a carne. É no fim, sobre qualquer coisa que faça silêncio. É quando a gente se mata numa poesia.

