Lada é cruel, genial, feroz e implacável. Um verdadeiro dragão, destrói todos em seu caminho e consegue triunfar mesmo com nada a seu favor. Acreditando que os fins sempre justificam os meios e pelo mais puro amor ao seu país, ela é capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos e manter o trono. Mesmo sendo uma personagem extremamente vil, não consigo desgostar dela. O seu interesse pelo trono não se resume ao desejo pelo poder, mas sim pela transformação do seu país e pela garantia de segurança, comida, terras e direitos à população, sem que isso esteja vinculado a um sistema injusto de castas. Então, mesmo que ela use métodos bem questionáveis, ela luta pelos motivos certos.
"Não havia preço que fosse alto demais a pagar pelo bem da Valáquia, e seu país – a verdadeira Valáquia – sabia disso e a amava por seus sacrifícios."
Lada foi muito injustiçada em tudo na sua vida e acho inconcebível que Mehmed simplesmente não a tenha deixado governar a Valáquia em paz. Ele é que tem uma sede insaciável pelo poder e quer que todos os países estejam a seu dispor, assim como Lada e Radu. A insistência dele em levá-la pra "casa" mesmo que ela não quisesse me fez desgostar dele em vários momentos.
"O que Mehmed e Lada faziam – pelo que sentiam no coração tanto pelo seu povo quanto por sua terra – era muito pior que qualquer coisa que o amor de Radu pudesse levá-lo a fazer."
Por outro lado, Radu, que seria o bonzinho da história, me irritou de formas inimagináveis. Radu, o Belo deveria ser Radu, o Cansativo. A devoção não verdadeiramente correspondida à Mehmed é ridícula e fiquei feliz dele ter superado isso. O melhor dele, na verdade, é a sua família – Nazira, Fátima, Cipriano e Theodora – que é maravilhosa. Mais perto do final, ele finalmente abraçou seu papel na história. Acho que Theodora deve ser formidável, assim como sua mãe foi.
A última vez em que li tantas mortes foi com Game of Thrones. Não gostei muito do final do livro, mas foi realista e condizente com todos os envolvidos.