Não há dois iguais - Natureza Humana e Indivilidade

    Judith Rich Harris

    Editora Globo
    2007
    471 páginas
    15h 42m
    ISBN-13: 9788525043054
    Português Brasileiro

    O que nos torna diferentes uns dos outros? Como se explica a formação da individualidade humana? Por que até gêmeos idênticos desenvolvem modos de ser e de agir tão distintos, ainda que compartilhem o mesmo patrimônio genético e o mesmo ambiente social? Essas questões sintetizam um dos maiores mistérios da psicologia. Afinal, por que somos únicos? Com disposição de detetive e disciplina de cientista, a psicóloga norte-americana Judith Rich Harris investigou o melhor da produção acadêmica sobre o tema para formular sua própria resposta. O resultado é Não Há Dois Iguais – Natureza e Individualidades Humanas, lançamento da Editora Globo que vem sendo saudado internacionalmente como “a primeira teoria da personalidade completamente original desde os estudos de Freud”. O livro comenta (e às vezes desconstrói) as teses mais aceitas pela ciência moderna. Idéias antigas, como o determinismo genético e a preponderância ambiental, caem por terra, enquanto o evolucionismo é tomado como objeto de estudo primordial, no que tange aos mistérios da individualidade humana. Nesse caminho, a autora envereda por algumas das mais fascinantes áreas do conhecimento, abordando tanto os experimentos clássicos da psicologia social quanto as últimas contribuições das pesquisas em neurociências. Praticamente nada escapa a seu olhar abrangente: gêmeos, autismo, o comportamento dos chimpanzés, a organização social das formigas.

    Resenhas (2)Ver mais
    Charles picture
    Charles12/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Harris nunca decepciona

    Nesse livro Harris traz o conceito de individualidade e vai investigar o motivo pelo qual existem variações nas personalidades dos indivíduos mesmo quando os genes são os mesmo, em casos de gêmeos, e porque as diferenças entre estes ainda existem na mesma proporção quando são criados juntos ou separados. Sempre com um traço autobiográfico, Harris vai fazendo analogias e usando estudos científicos para entender o que nos torna únicos. O campo de sua pesquisa é sempre focado em psicologia evolutiva e genética comportamental, e no decorrer do livro nos mostra em primeiro momento, como desvendar 5 pistas falsas que podem ser erroneamente atribuídas as nossas variações individuais. Também vai mostrar as falhas nas pesquisas, inclusive até uma fraude e a insistência dos desenvolvimentistas (psicólogos do desenvolvimento) em não aceitar o fato de que não existem provas da influência parental na formação da personalidade, ao apontar isso, ela mais uma vez tenta derrubar o mito da criação. Harris vai trazer três sistemas aos quais ela denomina órgãos mentais: os de relacionamento, socialização e de status; esses sistemas seriam mecanismos de funcionamento da psique humana sendo o sistema de relacionamentos nossa tendência inata a tentar entender a personalidade do outro para que possamos modelar nosso comportamento de forma adaptativa. O sistema de socialização é baseado em nossas capacidades de categorizar e se auto categorizar, o que também serve de modelador do comportamento do indivíduo em sua vida social. E o último sistema ao qual para Harris é o grande responsável pelas diferenças individuais na personalidade, é o sistema de status que faz os indivíduos quererem ser melhores que os outros. O que Harris enfatiza sobre esses sistemas é que no social nos esforçamos para nos parecermos com o grupo, ao mesmo tempo que o sistema de status nos faz querer ser melhores que os outros. São estes desejos conflitantes que operam em nossa psique e a interação entre eles, que vai nos individualizando. . . De forma geral o livro é muito interessante, porém um pouco cansativo. Do começo até a metade Harris vai se prolongar e vai trazer conteúdos que já havia trazido em seu primeiro livro (diga-me com quem andas); para quem não leu o primeiro livro este livro será bem impactante. Já os 4 últimos capítulos são fenomenais e compensam os outros. . Recomendo este livro para alunos de psicologia do segundo período em diante e consequentemente para psicólogos que quiserem buscar uma nova perspectiva.

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