Este livro pode ser interpretado como uma simples história sobre as aventuras de um rapaz no Vale do Mississípi durante a segunda metade do século XIX. Mas a diversidade da experiência humana e as situações humorísticas e dilacerantes por que passa Huck fazem dele uma obra ímpar. No meio dos mais diversos episódios a solidão faz com que Huck receie não fazer parte do mundo. Mas a solidão é-lhe necessária para sentir a liberdade ou pelo menos, usando a expressão de H. Bloom, «para não renunciar ao desejo de uma permanente imagem de liberdade».
As aventuras de Huckleberry Finn -
Mark Twain
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Ver maisJuvenil. Mas não.
Descrever o livro "As aventuras de Hucleberry Finn" é missão ingrata. Não há como não soar uma chata história para agradar adolescentes. A começar pelo título. Qualquer livro que comece com "As aventuras..." já me parece ser algo que não me agradará. A não ser que eu tivesse lido há muitos anos atrás (Nem tantos anos assim). E trata-se exatamente de... aventuras de Huckleberry Finn. Por fim, importa dizer que Hucleberry Finn é considerada a obra prima de Mark Twain. Mesmo sendo a continuação de "Tom Sawyer", personagem que aparece na história, Huckleberry Finn foi considerado como a base de toda a escrita norte americana posterior, inaugurando um novo estilo, seguido por muitos (Vê-se traços em "Apanhador nos campos de centeio", "As vinhas da ira", "O som e a fúria", entre outros) Sim, o livro traz as confusões em que se metem Huckleberry Finn e escravo fugitivo Jim. Se metem em enrascadas e estão sempre arranjando uma forma de fugir dos problemas. Mas não se deixe convencer por essa fria e aventureira descrição da história. Trata-se muito mais do que isso. O desconfiança transformada em amizade entre o menino que foge da violência de seu pai e do escravo que foge para a liberdade. A lealdade de ambos. Os dilemas morais que assaltam Huckleberry, que tem de decidir várias vezes sobre seu destino e para isso deve pesar a contraposição de um ou mais valores (e não defrontamos diariamente com situações assim?). Sem estudo ou educação filial, só pode se basear no que sua consciência lhe dita. Quantos decisões erradas tomamos ao decidir baseado em valores que nos são impostos pelo carrossel da vida ao invés de, como Hucleberry, ouvir a vozinha que nos diz o que é correto? Obedecer à imposição social ou ser leal a alguém que lhe é importante? Mas o livro não é só feito de profundidade e sabedoria escondidos atrás da simplicidade comovente de seus personagens, o que já seria suficiente para que o livro ganhasse as 5 estrelas. O livro é engraçadíssimo. Via na minha frente as discussões entre os dois para os mais bobos assuntos. E não pude conter as risadas durante a leitura. Por fim, um livro sobre valores, amizade, lealdade. Comovente e encantador. Dica: Hucleberry é muito mais sensível e inteligente do que aparenta e do que acredita. Semelhante ao personagem principal de "O Apanhador no campo de centeio". Mas em uma versão menos emburrada. Por fim, importa dizer que Hucleberry Finn é considerada a obra prima de Mark Twain. Mesmo sendo a continuação de "Tom Sawyer", personagem que aparece na história, Huckleberry Finn foi considerado como a base de toda a escrita norte americana posterior, inaugurando um novo estilo, seguido por muitos (Vê-se traços em "Apanhador nos campos de centeio", "As vinhas da ira", "O som e a fúria", entre outros)
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