Acompanhei a nova formação dos Jovens Titãs desde o primeiro número do Renascimento em julho de 2017 (com a arte formidável de Jonboy Meyers, parte do meu interesse pela revista, mas infelizmente o artista ficou pouco tempo a frente do título). Acontece que a Panini simplesmente não enviou a última edição, essa 19, pra minha cidade e nunca mais consegui concluir tudo o que eu havia lido... até então. Ao menos o ótimo Benjamin Percy se manteve como roteirista do começo ao fim (do arco) com os heróis mirins, fornecendo mais momentos legais do que fracos, mantendo uma consistência narrativa bastante interessante. E não é diferente nesse desfecho, quando os Jovens Titãs tem que recobrar a consciência de Mutano, enquanto reveem os próprios princípios e seus lugares no mundo. Com direito a beijo em público e épico de Ravena no Kid Flash e grandes momentos de Estelar, Aqualad e Robin atuando como uma verdadeira equipe, além do discurso final em off, que é bastante tocante e atual (ainda que traga um gancho desnecessário para uma saga da DC que eu não me interesso). Por sorte, o autor retornou aos heróis com a nova formação, que eu também tenho em mãos.
Fechando a edição muito bem, temos também a conclusão do arco dos Superfilhos (Damian Wayne e Jonathan Kent) contra o Kid Amazo, que dominou a Liga da Justiça. O roteiro de Peter J. Tomasi segue firme e apaixonado para a dupla, cheia de energia e bom humor, e a conclusão dá abertura para novos tipos de aventuras dessas duas divertidas figuras, que eu com certeza vou continuar acompanhando. A revista ainda fecha com um texto bem bacana falando da primeira e bizarra versão dos Superfilhos, como curiosidade para os fãs.