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    The Water Babies - A Fairy Tale for a Land-baby

    Charles Kingsley

    Penguin
    2008
    198 páginas
    6h 36m
    ISBN-13: 9780143105091
    3.4
    5 avaliações
    Leram8Lendo2Querem15Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados15Avaliaram5

    A timeless Victorian tale of adversity, adventure, and triumph told in the original unabridged edition Tom, a young chimney sweep, toils under the misery of his horrendous job and cruel boss, Grimes, until fairies turn him into a water-baby - an underwater sprite. Plunged into a fantastical world under the sea, Tom encounters many adventures and learns valuable lessons from all sorts of sea creatures including their rulers, Mrs. Bedonebyasyoudid and her sister, Mrs. Doasyouwouldbedoneby. Under their tutelage, Tom embarks on a daring rescue and regains his human form once again. Instantly popular upon its initial publication in 1863, The Water-Babies is at once a skillfully woven moral allegory and a bewitching childhood fantasy.

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    Resenhas (1)Ver mais
    jonasbrother16 picture
    jonasbrother1631/12/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Outro clássico da literatura infanto-juvenil inglesa que anda meio esquecido. Em minha opinião, é compreensível que assim seja, já que não é assim um livro tão brilhante, embora tenha lá o seu apelo. Trata-se de um conto de fadas, segundo o próprio autor, sobre um menino pobre, limpador de chaminés, que um dia é confundido com um ladrão e perseguido por isso. Fugindo, ele termina afogado num rio. Contudo, ele não morre, mas torna-se um "Water Baby", um bebê d'água, e inicia uma aventura em águas desconhecidas e fantásticas. A narração inicial é envolvente, e logo nos identificamos com o pobre Tom, oprimido pelo seu mestre e incompreendido pela comunidade. É quando ele finalmente se transforma num ser aquático que a narrativa fica um tanto mais difícil de acompanhar, perdida em descrições do mundo fantástico no qual de repente Tom tornou-se parte, e por um bom tempo no miolo do livro, fiquei sem saber qual era, afinal, o fio da história. É no terço final do livro que o fio reaparece mais explicitamente, e a leitura torna-se novamente interessante. Ao que parece (é o que se lê por aí), o livro é uma sátira favorável à teoria da evolução de Darwin, pois Kingsley era amigo pessoal do famoso biólogo, e defensor de suas ideias. A meu ver, porém, esta não foi a característica mais marcante do livro. Há referências, é claro, mas eu não saberia explicar como esta história afinal é apenas uma propaganda da hipótese da evolução das espécies. O livro, para mim, é mais claramente uma alegoria sobre o Batismo cristão. Kingsley era um sacerdote anglicano, e é muito mais explícita a sua intenção de "catequese" e de ensinamento moral, do que suas intenções acerca da popularização de uma teoria científica. Talvez o seu favorecimento da teoria de Darwin fique mais claro justamente à luz de suas ideias cristãs sobre o Batismo: afinal, o ser humano só se torna pleno se nasce da água, Origem comum das Espécies. Quem sabe, sabe: Tom "morre", e "renasce" da água, limpinho, em forma de bebê. Quem não sabe, procure a conversa de Jesus com o fariseu Nicodemus no Evangelho de São João. Obviamente, já que é uma característica de qualquer literatura infanto-juvenil mais clássica, há aqui um teor moral e educativo, baseado principalmente na "Golden Rule" em suas duas versões: Não faça aos outros aquilo que não queres que seja feito a ti mesmo, e Faça aos outros aquilo que tu queres que seja feito a ti mesmo. Essas duas regras são personificadas na figura de duas fadas irmãs. Entretanto, há um segredo interessante sobre essas personagens que depois é revelado, e não quero dar spoilers já que imagino que pouca gente leu este livro. Para o meu gosto, é um livro que passa longe de ser perfeito: há muita divagação na narrativa, os comentários do autor são um bocado aborrecidos, e a alegoria é literal demais (sério que as duas irmãs se chamam Bedonebyasyoudid e Doasyouwouldbedoneby??). Mas é uma reflexão interessante acerca do Batismo, para quem quer compreender melhor a imaginação cristã.

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