A edição é de 1948 (rapaz! minha mãe era bebê!) e a leitura foi interessante, fluindo por conta de duas disposições pré-estabelecidas: vontade de ter mais detalhes da história (ainda não li o romance, somente adaptações, nesse sentido correspondido em mais descobertas) e desapego a conceitos estéticos da atualidade (cuidado com o preconceito).
Contraste interessante: acredito que Mercedes foi também injustiçada. Em Edmond Dantes houve direcionamento de vida para a vingança. Na jovem senhora, devaneando um pouco (apesar de não ser proposta do livro), depois de toda experiência amarga, entrega à vida no convento, que subtende também (gancho limitado e longe do que Dumas queria expressar) busca que aplaque frustrações, numa reestruturação possível somente em Deus, diante da vontade de fazer justiça com as próprias mãos (como disse, um devaneio, que não poderia deixar de registrar, afinal, o livro é porta para muitas viagens e escolhi essa também nas percepções do clássico).