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    Rebeldes -

    Sándor Márai

    D; Quixote
    2008
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9789722036566
    Português
    3.5
    28 avaliações
    Leram43Lendo3Querem79Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos0Desejados79Avaliaram28

    Mestre das paixões, neste romance Sándor Márai dedica-se não aos triângulos amorosos mas a outras questões igualmente susceptíveis de despertar emoções fortes: o que une um grupo de jovens revoltados contra tudo e a tudo dispostos. E arrisca-se a levar o leitor ao centro de um enredo de erros e fúrias, cumplicidades e traições, sofrimento e cobardia -de inconfessáveis atracçõese de ambíguas repulsas. Porque trata das vicissitudes e aventuras de um grupo de rapazes, ou melhor, um bando, como se definem a si próprios, no final da Primavera de 1918, numa pequena cidade da Hungria distante da frente e onde a vida, aparentemente calma, é profundamente abalada pela guerra. Entregues a si próprios enquanto os pais combatem na frente, estes rapazes decidem libertar os demónios da sua revolta impelidos por um ódio ardente contra o mundo, pela sua imaginação e pela sua arrogância - e também por um erotismo, tão mais aceso quanto mais implícito -, deixando a guerra para o mundo dos adultos e inventando jogos demasiado perigosos. Um obscuro actorque se torna o seu mentor oculto, envolvendo- os nas suas perversas tramóias, acabará conduzindo-os a um trágico e inevitável epílogo.

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    arthur picture
    arthur19/05/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    tirou metade da mão do bolso e logo a escondeu de novo

    Certas brincadeiras que ninguém entende e que relutamos em explicar, uma mentira com consequências sonhadas a vida inteira, um objeto nas mãos de alguém, um som inesquecível que ouvimos de noite pela janela aberta, a luz de um quarto. Talvez fosse necessária apenas uma palavra e se livraria do feitiço torturante e doloroso. Estava desorientado. O jogo era confuso e incompreensível. Todos estavam ali sentados como se esperassem alguma coisa. O que acontecera? Quem era o culpado? Ele se achava inocente. Ele apenas tolerara que os demais se aproximassem. Se ele vier e me perdoar ninguém vai ter coragem de se aproximar de mim.

    5 curtidas

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    3.5 / 28
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