Embora a expectativa para quem chega a este livro vindo de Metro 2033 seja alta, ela é logo minada ao longo dos dois primeiros capítulos, onde o autor numa espécie de febre Martin, introduz alguns pontos de vista que diversificam a narrativa, mas confundem o leitor que vinha aguardando uma continuação e se depara com uma longa introdução de um fato isolado qeu cairia bem como um opcional ou uma espécie de fábula paralela.
É intrigante, não podeeria deixar de ser, afinal, o universo do Metro fornece o combustível necessário para que o leitor continue a tolerar essa narrativa, mesmo após a sua grande decepção com o começo dela. As coisas ficam ainda piores quando é introduzido um pseudo-romance aliado a um complexo de heroína que sabemos, não casa com a narrativa visceral que vimos no primeiro livro.
Do meio para o final, apesar de ainda estar moroso e atrapalhado, o autor consegue amarrar a história e encapsulá-la nesse livro que mais me pareceu uma sequência encomendada do que algo intencional feito já de caso pensado. Todas as pontas internas são amarradas, excetuando-se as que ele tenta buscar do primeiro livro que contam com Melnik, Artyom incluidos na trama de uma forma bem rasa e o próprio Hunter, que apesar de ser citado quase que a todo tempo, não é bem aproveitado, na minha opinião.