A revista é portuguesa, tem enfoque na literatura e a abordagem é simplificada, com artigos curiosos e instigantes para o público jovem. Gostei do texto dinâmico e da bela estética clean. Divertida e interessante para rápida leitura.
Nessa edição, conferi:
- Os 140 anos de "As Aventuras de Tom Sawyer"
Em linhas gerais, cita aspectos enfatizados pelo autor: de ser baseado em fatos reais, oportunizar entretenimento ao público infantojuvenil e uma divertida nostalgia da infância em relação aos adultos. O "Tom" seria homenagem a certo bombeiro, salvador de várias pessoas em um naufrágio, e o nome artístico "Mark Twain" fazia referência ao período que o autor trabalhou em navio gaiola no Mississipi, onde alguns dos relatos foram experiências suas.
Huck Finn, no contexto de infância do autor, vivia só, à margem da sociedade, sendo estimado pela garotada por expressar algo com que devaneavam: a liberdade sem imposições e com apego à coisas simples. Sem dúvidas, a personagem mais interessante na minha leitura.
A passagem de maior fama seria a das artimanhas de Sawyer na pintura da cerca. Pensava que era a da "ressurreição", ocorrida na maior boçalidade e emotividade na igreja (minha preferida, junto com a de respostas bíblicas para receber uma Sagrada Escritura belamente ilustrada por Doré).
Enfim, reforçou o que pensava do livro, de construção do herói americano.
- O que liam os escritores em criança?
Conferi apenas para conhecer e deixar em registro três escritores portugueses da atualidade. Quero ler algo quando possível: HÉLIA CORREIA, TEOLINDA GERSÃO e VALTER HUGO MÃE.
Todos relataram empatia com os clássicos, respectivamente, Victor Hugo, Condessa de Ségur e Alfred Hitchcock.
Também vou deixar em registro dois livros que me pareceram atrativos, no relato de outras personalidades:
- "Contos do Gin-Tonic", de Mario Henrique Leiria (no campo do surrealismo)
- "Rosa, Minha Irmã Rosa", de Alice Vieira (narrativa terna, na descoberta e aprendizagens sobre o amor entre duas irmãs).
Um dia leio...