Vitória do futuro (Escritos de Vitória #14) -

    Academia Espírito-Santense de Letras

    SMCV
    1996
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-10: 8585915110
    Português Brasileiro

    OS Escritos de Vitória, já no seu 14º volume, sempre teve, não se sabe bem por quê, um tom saudosista. Autores convidados, em sua maioria, se sentiram tentados a relembrar o passado. Ao falarem, por exemplo, de clubes, bares, cinemas, escolas, o que veio a cena foram: o Clube Vitória nos seus áureos tempos, o Bar Marrocos, o Cine Politeama, o Colégio São Vicente, com seu velho mestre Kosciuszko Leão... E, assim, a Vitória do passado vem sendo contada em prosa e verso. -Só passado? - perguntam alguns leitores. A resposta aqui está: "Vitória do Futuro"! Numa guinada de 180°, o Conselho Editorial resolveu provocar os autores e obrigá-los a repensar Vitória, não só a do presente, mas projetá-la, também, para o futuro. Mas, ainda assim, umas escorregadelas... Para falar do futuro, houve quem não se contivesse para suas reminiscências, mantendo o tom nostálgico desta publicação. Agarrados ao passado, passearam antes pela Vitória das brincadeiras de rua, das peladas, dos quintais com pés de cajá, goiabeiras, mangueiras, abacateiros da infância despreocupada e livre de antigamente, para, só depois, projetá-la para o futuro. Com razão o poeta que disse: "Infância, essa prisão perpétua..." Conclusão: a nostalgia tomou conta dos nossos autores. Será um mal da ilha ou um mal do século? Em compensação, a "Vitória que vi, vejo e verei": visão de passado, presente e futuro. E a Vitória de hoje, dinâmica, realizando seus sonhos, preparando o futuro em "I have a dream"... As opiniões abalizadas de Arlindo Villaschi Filho, Alvaro Abreu, Renata Hermanny de Almeida e Lília Mello. E se o passado ressurge em muitas páginas, capixabas "Com o pé no futuro" mostram uma constante preocupação com a memória da cidade. Ainda neste número, bom humor e imaginação em Francisco Aurélio, Miguel Depes Tallon, Carlos Tourinho, Carol Abreu... E boas gargalhadas com Milson Henriques. E, como o futuro "Adeus, pertences", ao final da leitura deste volume uma pergunta há de ficar no ar: "E aí, Dona Vitória?"

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