Bem, o preconceito já começa com essa capa. Não é lá das melhores imagens que eu já tenha visto e não condiz nem um pouco com o título e a sinopse do livro. Há na vida, aquela máxima que se diz: "não julgue um livro pela capa". Nessa história temos isso aos montes. O primeiro julgamento é dessa imagem. O meu grau de desânimo com essa imagem equivalia a mesma proporção da sinopse. No final, a curiosidade aguçada pela descrição venceu.
Qual foi a minha surpresa com o quanto de julgamento precipitado haveria nesse livro.
Vulcan já nos da uma visão totalmente aberta de como seria como mocinho: Arrogante e extremamente intempestivo. Já a mocinha, que a principio nos mostra os horrores sofridos pelo abandono na infância e a construção de sua nova vida e carreira perdendo tudo após um acidente que pôs fim a tudo que ela havia construído, bem, esperava mais dela.
Não sei se foi esse pré julgamento do mocinho para conseguir tudo que ele queria, da forma que ele queria, só sei que não me conquistaram como casal. Tudo que ele mostrava e dizia era terrivelmente dúbio e a mocinha não colaborava nem um pouco com isso, deixando muitas vezes se levar por uma promessa. Sei o quanto isso é importante, mas quando o assunto se trata de sua felicidade pessoal, algumas coisas devem ser levadas em consideração...
Uma promessa pode e deve ser rompida se você apresenta infelicidade com os acontecimentos de sua vida e atuar a respeito da vida, não é algo que deve ser feito. Eu super amo quando os mocinhos tem um casamento conturbado de alguma forma, mas esse foi para dizer no mínimo, sem sentido.
Quer dizer, a mocinha se casa atuando com um homem que diz que não a ama e que o faz, para matar dois coelhos com uma cajadada só.... "não vou explicar para não dar muito spoiler"
Sabe aquele tipo de evento que você é obrigado a ir, mas que não gostaria de estar lá nem por todo ouro do mundo? Esse me pareceu ser os dois casamentos que essa mocinha tem "contra sua vontade e ao mesmo tempo a sua vontade".
Quer dizer, ela não cagava e nem saia da moita, se é que vocês me entendem.
E todo o preconceito e crueza com a qual trataram de seu acidente e o da criancinha com pólio me deixaram angustiada.
Talvez se o livro tivesse sido tratado com mais calma em mais páginas, tivesse transmitido melhor toda a problemática, entretanto, não me convenceu ao final.
Não nego que Vulcan tem lá os seus melhores momentos e foram eles que me convenceram a dar 3 estrelas para esse livro.