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    Desert Flower -

    Waris Dirie

    Virago
    2001
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9781860497582
    4.4
    8 avaliações
    Leram10Lendo0Querem10Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos0Desejados10Avaliaram8

    Waris Dirie (the name means desert flower) lives a double life - by day she is a famous model and UN spokeswoman on women's rights in Africa, at night she dreams of her native Somalia. Waris, one of 12 children, was born into a traditional family of desert nomads in East Africa. She remembers her early childhood as carefree- racing camels and moving on with her family to the next grazing spot - until it came her turn to meet the old woman who administered the ancient custom imposed on most Somalian girls: circumcision. Waris suffered this torture when she was just five years old. Then, aged 12, when her father attempted to arrange a marriage with a 60 year old stranger in exchange for five camels - she took flight. After an extraordinary escape through the dangerous desert she made her way to London and worked as a maid for the Somalian ambassador until that family returned home. Penniless and speaking little English, she became a janitor in McDonalds where she was famously discovered by a fashion photographer. Her story is a truly inspirational and extraordinary self-portrait of a remarkable woman whose spirit is as breathtaking as her beauty.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Clio picture
    Clio31/01/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ainda lembro quando ouvi falar sobre esse livro pela primeira vez, eu estava lendo uma matéria da Reader's Digest que trazia uma espécie de resumo. Algum tempo depois, o mesmo tema seria explanado pelo meu professor de Geopolítica que tinha acabado de receber sua segunda filha... e acho que por isso seus nervos estavam à flor da pele quando falaram sobre o tema. Deserte Flower conta a história de Waris que nascida em uma pequena vila da Somália, foi ainda criança submetida a castração feminina e ao "fechamento". Para os que não sabem, ainda hoje meninas somali tem seus clitóris removidos de maneira bárbara e após o ato, muitas recebem o "ponto a mais" em que a entrada de sua vagina é costurada para que aumentar o prazer do futuro marido. O horror que sinto descrevendo isso após décadas da primeira leitura é igual. Saber essa prática ainda é corrente me dá vontade de chorar. Waris foi um dos poucos casos em que a mulher Somali conseguiu escapar se não da mutilação, pelo menos do ciclo. Hoje ela é uma das porta-vozes contra a prática. Não sei dizer se ela contratou um escritor-fantasma para escrever. Não me importo. Francamente, a história dela de fuga e combate é mais do que o suficiente para colocar esse livro em uma lista não apenas de livros feministas, mas humanistas. Recomendo.

    124 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 8
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas38%
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    • 2 estrelas0%
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     Waris Dirie  profile picture

    Waris Dirie

    Nascida em 1965, aos quatro anos de idade sofreu mutilação genital. Waris Dirie fugiu da aldeia em que vivia com a família aos treze anos de idade, um dia após saber que seria obrigada por seu pai a se casar com um velho homem de 60 anos, do qual seria a quarta esposa. Na época, atravessou sozinha um dos desertos somalis inteiro, sofrendo com fome e sede e ficando com vários ferimentos nos pés, dos quais até hoje têm cicatrizes. Conseguiu chegar até a capital de seu país, Mogadíscio, onde encontrou a sua tia que após algum tempo conseguiu que sua sobrinha fosse levada a Londres para trabalhar como faxineira na casa do seu tio, embaixador da Somália. Passou quatro anos trabalhando na casa do Embaixador, sem sair da casa onde esta se localizava, por isso mal aprendera a falar o idioma inglês. Após o término de uma Guerra na Somália todos da Embaixada foram convocados a retornar ao país. Waris Dirie pede à sua tia, esposa do embaixador para ser deixada em Londres e, com ajuda de uma mulher, chamada Mariley (???) que tornou-se sua amiga, conseguiu emprego como faxineira em uma lanchonete. Lá, enquanto trabalhava, foi observada por Terence Donovan, um grande fotógrafo, que a lançou no mundo como modelo. Waris Dirie converteu-se numa defensora da luta pela erradicação da prática da Mutilação Genital Feminina e atualmente é embaixadora da ONU. Escreveu vários livros sobre suas vivências e foi tema de um filme "Flor do Deserto", lançado em 2010 no Brasil. Existe uma fundação com seu nome, da qual é fundadora.

    7 Livros
    1 Seguidor

    Waris Dirie