Depois de O pai,jamais verei Euclydes da Cunha como antes
O pai, foi o meu primeiro contato com uma auto biografia e me marcou significativamente. A leitura foi leve e fácil, mas ao mesmo tempo comovente e muito forte, é triste e muito bonita a forma como Dirce conta toda a sua dor por descobrir o passado de seu pai e como ela e sua família conviveram com todos os ataques, mesmo depois de anos. Ler toda essa história contada por Dirce e de certa forma por Dilhermando tanto me surpreendeu, como me emocionou. O livro inteiro me marcou muito, mas vou deixar uma pequena parte que nunca vou conseguir esquecer : “Realmente o meu pai tinha matado um deus. Um deus literário, cujos fiéis fanatizados não o perdoavam, nem queriam saber em que circunstâncias atenuantes as coisas se tinham passado. Tinha matado o gênio, para defender-se do ataque do marido enlouquecido de ciúme.”


