Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores51
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Zoo -

    João Guimarães Rosa

    Nova Fronteira
    2008
    12 páginas
    24m
    ISBN-13: 9788520919224
    Português Brasileiro
    4.3
    12 avaliações
    Leram30Lendo3Querem18Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados18Avaliaram12

    Seleção e organização: Luiz Raul Machado; ilustração e projeto gráfico: Roger Mello. João Guimarães Rosa tinha mania de olhar os bichos, para tentar entender melhor o homem e o mundo. Por isso, em Zoo – livro feito para crianças, mas capaz de emocionar adultos – Luiz Raul Machado reuniu algumas notas e reflexões de João Guimarães Rosa sobre animais e os zoológicos das grandes cidades as quais visitava. Com ilustrações de Roger Mello, a edição é um livro-objeto, que se abre conforme o leitor cumpre a leitura. Ao final se tem uma grande folha desenhada e contada sobre a mesa, com todo o texto e imagem integrados. As definições de Rosa, aliás, já são uma inteligente brincadeira com a relação entre as palavras e o que elas representam: “Onça – tanta coisa dura, entre boca e olhos”; “O bagre tem sempre as barbas de molho”. E iniciam as crianças não só na imaginação sem limite do escritor, mas também na ousadia com que tratava os aspectos formais da língua: há desde aliterações musicais (“Um pinguim: em pé, em paz, em pose”) a neologismos (“O polvo aos pulos: negregado, o oitopatas, seus olhinhos imensamente defensivos, sua barriga muito movente: polvo da cabeça aos pés”), passando por pequenas “corrupções” da norma culta (“A cigarra cheia de ci”). “Amar os animais é aprendizado de humanidade.” Guimarães Rosa tinha verdadeira mania de bichos. Quando viajava – e ele fez isso a vida toda –, visitava o zoológico de cada lugar. E ia anotando em seus caderninhos tudo o que os animais “diziam” para ele. No livro Ave, palavra, publicado depois de sua morte, foram reunidos contos, notas de viagem, poemas em prosa e reflexões. Vários capítulos têm o título “Zoo” e, entre parênteses, a cidade onde ele escreveu estas anotações: Berlim, Londres, Rio, Hamburgo, Nápoles, Paris. Desses capítulos tirei e arrumei as frases que formam este livro-objeto que Roger Mello montou com sua arte. Pra que as crianças de todas as idades pudessem gostar ainda mais dos bichos e das palavras encantadas de mestre Rosa. (Luiz Raul Machado)

    Resenhas (2)Ver mais
    Sara Régis picture
    Sara Régis22/06/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ele é universal...

    Um livro incrivelmente lindo... suas páginas se desdobram ao leitor numa descoberta fantástica da linguagem roseana (é assim que se chama?)sobre o incrível mundo animal... a garotada tem sorte com um livro desse... eu não fico atrás com alguma espécie de inveja...não... eu desfruto a beleza de cada página também... há uma menina ainda dentro de mim... Na verdade não se trata de uma história propriamente infantil... talves a edição do livro em si seja, no entanto, é composto de frases curiosas sobre a fauna... é algo universal... para quem gosta de animais e para quem precisa e/ou pretende aprender sobre eles.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 12
    • 5 estrelas58%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    João Guimarães Rosa profile picture

    João Guimarães Rosa

    Guimarães Rosa foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata. Os contos e romance escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas. Consonante aos debates sobre a lírica moderna mundial, sua obra também inovou por criar um modo de fazer poesia num texto em prosa. ___ Guimarães Rosa (João G. R.), contista, novelista, romancista e diplomata, nasceu em Cordisburgo, MG, em 27 de junho de 1908, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 19 de novembro de 1967. Foram seus pais Florduardo Pinto Rosa e Francisca Guimarães Rosa. Aos 10 anos passou a residir e estudar em Belo Horizonte Em 1930, formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Tornou-se capitão médico, por concurso, da Força Pública do Estado de Minas Gerais. Sua estreia literária deu-se, em 1929, com a publicação, na revista O Cruzeiro, do conto "O mistério de Highmore Hall", que não faz parte de nenhum de seus livros. Em 36, a coletânea de versos Magma, obra inédita, recebe o Prêmio Academia Brasileira de Letras, com elogios do poeta Guilherme de Almeida. Diplomata por concurso que realizara em 1934, foi cônsul em Hamburgo (1938-42); secretário de embaixada em Bogotá (1942-44); chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura (1946); primeiro-secretário e conselheiro de embaixada em Paris (1948-51); secretário da Delegação do Brasil à Conferência da Paz, em Paris (1948); representante do Brasil na Sessão Extraordinária da Conferência da UNESCO, em Paris (1948); delegado do Brasil à IV Sessão da Conferência Geral da UNESCO, em Paris (1949). Em 1951, voltou ao Brasil, sendo nomeado novamente chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura; depois chefe da Divisão de Orçamento (1953) e promovido a ministro de primeira classe. Em 1962, assumiu a chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras. A publicação do livro de contos Sagarana, em 1946, garantiu-lhe um privilegiado lugar de destaque no panorama da literatura brasileira, pela linguagem inovadora, pela singular estrutura narrativa e a riqueza de simbologia dos seus contos. Com ele, o regionalismo estava novamente em pauta, mas com um novo significado e assumindo a característica de experiência estética universal. Em 1952, Guimarães Rosa fez uma longa excursão a Mato Grosso e escreveu o conto "Com o vaqueiro Mariano", que integra, hoje, o livro póstumo Estas estórias (1969), sob o título "Entremeio: Com o vaqueiro Mariano". A importância capital dessa excursão foi colocar o Autor em contato com os cenários, os personagens e as histórias que ele iria recriar em Grande sertão: Veredas. É o único romance escrito por Guimarães Rosa e um dos mais importantes textos da literatura brasileira. Publicado em 1956, mesmo ano da publicação do ciclo novelesco Corpo de baile, Grande sertão: Veredas já foi traduzido para muitas línguas. Por ser uma narrativa onde a experiência de vida e a experiência de texto se fundem numa obra fascinante, sua leitura e interpretação constituem um constante desafio para os leitores. Nessas duas obras, e nas subsequentes, Guimarães Rosa fez uso do material de origem regional para uma interpretação mítica da realidade, através de símbolos e mitos de validade universal, a experiência humana meditada e recriada mediante uma revolução formal e estilística. Nessa tarefa de experimentação e recriação da linguagem, usou de todos os recursos, desde a invenção de vocábulos, por vários processos, até arcaísmos e palavras populares, invenções semânticas e sintáticas, de tudo resultando uma linguagem que não se acomoda à realidade, mas que se torna um instrumento de captação da mesma, ou de sua recriação, segundo as necessidades do "mundo" do escritor. Além do prêmio da Academia Brasileira de Letras conferido a Magma, Guimarães Rosa recebeu o Prêmio Filipe d'Oliveira pelo livro Sagarana (1946); Grande sertão: Veredas recebeu o Prêmio Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro, o Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1956) e o Prêmio Paula Brito (1957); Primeiras estórias recebeu o Prêmio do PEN Clube do Brasil (1963).

    84 Livros
    1.177 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    João Guimarães Rosa