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    La edad de la ira

    Nando López

    Booket
    2014
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788467040593
    Espanhol
    2.5
    1 avaliação
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    Resenhas (1)Ver mais
    Beatriz Langowiski picture
    Beatriz Langowiski27/01/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Li para a faculdade

    Ô, livrinho datado. Ainda que ele possa ter sido revolucionário na Espanha em 2011 falando de pessoas gays e um sistema escolar em colapso, o livro é chatissímo e tem discussões rasas que não agregam muito à causa LGBTQIA+. Primeiro, todos os personagens são pessoas horríveis. Os que não são racistas, são homofóbicos. Os outros são os dois. O narrador Santiago, então, não presta é nada. O professor gay de literatura é um vitimista que só usa os outros, o de inglês é extremamente homofóbico e beira o inapropriado com suas alunas. A chefe de estudos Sônia é conivente, mas dou um pouco mais de desculpa porque ela é vítima do sistema escolar falho. O diretor Gerardo é um m3rd4, zero surpresas. E os adolescentes são adolescentes. O Raúl era o melhorzinho ali, e olhe lá. Mas é que comparado com a vitimista homofóbica da Sandra, qualquer coisa serve. Só porque esse livro tem representatividade, não quer dizer que ela é boa. O Dani e o professor de literatura são horríveis, coniventes, e só falam de sexo. O Henry comete muitos erros também (embebedando o "namorado" menor de idade), mas ele quase não aparece, então não vou julgar. O Ahmed sofre um monte de racismo, o que me deu muita pena mesmo, mas aí no final ele vai lá e espanca o bully. Eu faria o mesmo? Sim. Mas o narrador o condena e o livro que tanto diz que a violência é errada também, por consequência. O livro sexualiza os adultos gays e faz sexo ser uma grande parte da personalidade deles, e o outro personagem é, no máximo, secundário. Isso não é boa representatividade. O narrador também é culpado disso. E não posso nem dizer que o Marcos é uma exceção, porque demora pro livro confirmar que ele é gay e, de qualquer jeito, ele não é um personagem - ele é um objeto a ser estudado, visto pela maioria como um adolescente violento que não merece confiança. Se o livro não queria um juízo de valor, ou queria que o leitor gostasse dele, falhou miseravelmente. Por último, está claro que o autor não tinha conteúdo o suficiente para colocar na história, então ele basicamente a escreve duas vezes. Depois do relato inicial, os personagens contam a mesma história uma segunda vez, mas só com detalhes a mais que não são bombásticos nem chocam o leitor. Para uma investigação policial (ou jornalística nesse caso, tanto faz), não tem tensão nenhuma, zero emoção. Chamar isso de thriller infantojuvenil é um crime. A história não é ruim, nem a escrita (li devagar porque não leio muito bem em espanhol). Mas não foi bem executada. E digo mais: qualquer leitor com o mínimo de senso crítico sabe que esse final "aberto" que não é satisfatório pra ninguém não é aberto de verdade, porque o autor sabe o que aconteceu e nos diz por meio das "hipóteses" do Santiago. Maçante pra caramba e extremamente repetitivo.

    1 curtida

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