Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores199
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Invenção das Raças: - Existem Mesmo Raças Humanas? Diversidade e Preconceito Racial.

    Guido Barbujani

    Contexto
    2007
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788572443647
    Português Brasileiro
    4.5
    17 avaliações
    Leram38Lendo20Querem140Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos1Desejados140Avaliaram17

    Durante muito tempo a existência de raças humanas era considerada coisa certa, pelo menos para os leigos, os inocentes e os mal-intencionados: falava-se em negros, brancos e amarelos; falava-se, às vezes, em ameríndios, em habitantes da Nova Guiné. Pensava-se até que traços físicos distintos como cor da pele, dos olhos e do cabelo, formato da cabeça, tipo de cabelo, estrutura física pudessem, além de diferenças aparentes, representar níveis diferentes de inteligência, de aptidão, de formas de comportamento, até de moralidade. Mais recentemente a teoria de diferenças genéticas substituiu, para muitos, a ideia da aparência física, como fator de explicação para a variedade racial. Uma forma mais moderna e sofisticada do mesmo discurso. Este livro demonstra que há uma única raça humana. Barbujani, um dos mais importantes geneticistas contemporâneos, sai a campo para demonstrar que, embora discriminar as pessoas por conta da cor da pele, da língua, da religião ou até do passaporte tenha se tornado um hábito neste mundo globalizado, isso não tem nenhuma base científica.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Yuri Luiz Marins Pereira picture
    Yuri Luiz Marins Pereira11/03/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Todos parentes, todos diferentes (será?)

    É possivel fazer uma definição conspícua entre as raças existentes? Quantas classificações teriam? 4, 5, 6, 16? Se fizermos uma viagem partindo do Sul da África até o Norte da Europa, passando pela Tanzânia, Quênia, Etiópia, Egito, Síria, Turquia, Romênia, Ucrania, Estônia e Finlândia quantos grupos étnicos poderíamos traçar? Quais critérios poderíamos utilizar? Alguns estudos já mostraram classificações com até 200 raças e outros ainda com classificações étnicas para cada individuo ímpar, o que formaria uma classificação quase infinita! Pois bem, tudo isso é irrelevante. Guido Barbujani faz um trabalho excelente neste livro e mostra diversas pesquisas e seus resultados a respeito desta classificação desnecessária. Raça nada mais é que um termo comercial, usado para animais de estimação ou esportivos, como cães e cavalos que pela ação da seleção artificial por nós(humanos) imposta, permitiram surgir diferentes grupos com características exclusivas dependentes de cada preferência. Diversas pesquisas apontam que a variabilidade genética é bem maior dentro duma mesma população (cerca de 85%) do que em populações adjacentes (5%) ou até quando comparadas com outras de continentes diferentes (10%). O que vai contra as falácias que dizem que existem diferenças genéticas gritantes quanto a cor da pele. Alguns adeptos do conceito de raça acham importante existir a definição para melhor tratamento de doenças e fabricação de remédios. Porém, Francis Collins rebate com destreza quando explica que o que importa no tratamento das patologias são o conhecimento dos alelos, as variantes gênicas que estão implícitas nos nossos cromossomos, além de fatores ambientais e sócio-econômicos. As diferentes cores de pele como o negro e o branco são resultados de uma longa história evolutiva de cerca de 200 mil anos da nossa espécie. Pessoas que vivem próximas aos trópicos foram melhores selecionadas a terem pele escura para melhor aproveitar a vitamina D e proteger a síntense do ácido fólico que é degradado com altas taxas radiativas. Já indivíduos que ao longo da evolução, ocuparam porções mais extremas do planeta, foram melhores adaptadas com peles de cor clara, já que o Sol nesta região chega de maneira menos intensa e o risco de degradar o folato é mais baixo. A classificação de raças é tão arbitrária, que policias americanos e ingleses reconhecem indivíduos semelhantes como raças diferentes durante uma caracterização durante uma perseguição de suspeitos. Termino esta resenha (acho que a maior que já fiz hehe) com a citação de Richard Lewotin: " Afinal de conta raças existem, não nos nossos genes, mas na nossa cabeça, nas sociedades em que vivemos."

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 17
    • 5 estrelas65%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%