Em Elogio ao Toque, Roberta Barros parte de análises de obras de Anna Maria Maiolino, Lygia Pape e Márcia X, e de artistas estrangeiras como Judy Chicago, Hannah Wilke e Valie Export, para comparar o contexto cultural brasileiro dos anos 1960 e 1970 com o de outros lugares em que o feminismo ganhava mais corpo, principalmente o contexto estadunidense. Entretanto, não propõe a leitura de que a falta do tom aguerrido nos trabalhos de arte das brasileiras teria sido sintoma de um “atraso” nas conquistas de nosso movimento de mulheres. Ao contrário, investiga o quanto a recusa ou mesmo a impossibilidade de assumir uma postura política explícita contribuíram para desviar as artistas brasileiras de certas armadilhas essencialistas. O livro foi lançado em 2016, momento em que ainda era comum ouvir que não havia necessidade de se falar em feminismos no campo das artes visuais no Brasil, na medida em que Lygia Clark e Lygia Pape já eram nomes reconhecidos do Neoconcretismo, assim como Tarsila do Amaral e Anita Malfatti já estavam entre as artistas mais celebradas do Movimento Antropofágico. Ao questionar esse mito e ao falar de questões de gênero de modo direto, explícito, Roberta Barros foi vencedora do Prêmio Gilberto Velho de Teses o que tornou possível a publicação de sua pesquisa nessa versão de texto mais ensaístico, mais leve e acessível a vários perfis de leitoras e leitores.
Elogio Ao Toque - como falar de arte feminista à brasileira
Roberta Barros
Elogio Ao Toque
1969
288 páginas
9h 36m
ISBN-13: 9788559330007
Português Brasileiro
Edições (1)
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