Arenas amazônicas - Volume 1 - Negros, mulheres, periferia, cultura e resistências

    Rogerio Almeida, Lilian Campelo, Daniel Leite

    Balaio
    2017
    93 páginas
    3h 6m
    ISBN-13: 9788591390021
    Português Brasileiro

    O primeiro volume da série Arenas Amazônicas, dividida em três, organizada pelo jornalista e professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufo-PA), Rogerio Almeida enfoca negros, mulheres, periferia, cultura e resistências na capital do Pará, Belém. Sumário: 1) Rua dos Pretos - O Maranhão dentro de Belém 2) Terra Firme - Um quilombo urbano em Belém 3) Amazônia - Jovens da Região Metropolitana de Belém usam a cultura como forma de ação política 4) A Amazônia é “Coisas de Negro”: rodas de carimbó contam uma parte da (re)existência cultural no Distrito de Icoaraci 5) Amazônia – Mulheres negras protagonizam a luta popular 6) Coletivo Rádio Cipó – A inquietação cultural na quebrada da Amazônia 7) Ditadura na Amazônia – Hecilda Veiga e a memória de uma mulher do front

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    Amapá e Amazônia07/02/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    " A obra é composta por sete narrativas assinadas pelos jornalistas Rogerio Almeida, Lilian Campelo e Daniel Leite Junior. A maior parte dos textos foi publicada pelo site paulista Agência Carta Maior. O conjunto de reportagens sublinha ações coletivas de jovens e pessoas mais experientes em diferentes flancos: cultura, política, direitos humanos e cidadania. A obra tem o patrocínio do Bando da Amazônia. Os textos foram produzidos quando o educador Rogerio Almeida ainda era ligado ao setor privado, e morava em Belém. Na época Almeida era vinculado à Unama, Universidade da Amazônia. A ideia em produzir a coleção soma mais de seis anos, e só agora foi possível viabilizar o primeiro volume, que contempla frações da história das professoras Zélia Amador e Hecilga Veiga e da ativista do movimento negro Nilma Bentes. As periferias da insular Belém, a exemplo da Pedreira, Icoaraci, Terra Firme e Guamá, e região metropolitana, caso do bairro da Guanabara são notados fora do esquadro comum dos meios de comunicação da cidade, que preferem o aspecto policialesco. Os personagens; Grafiteiros, DJs, educadores, professores, estudantes, biscateiros, aposentados e desempregados são personagens da obra. Estes, a partir de inúmeros coletivos se impõem como protagonistas de sua própria História, onde afirmam suas identidades coletivas ou individuais como negros, artistas, cidadãos das “quebradas”, que em Belém são conhecidas como baixadas. Na narrativa os rios serpenteiam a cidade cortada por canais. Num deles, o dos Mundurukus, à Rua dos Pretos, migrantes maranhenses oriundos do município de Cururupu, Baixada Maranhense a partir do Tambor do Crioula e da Escolinha do Reggae delimitam seus territórios como migrantes negros do vizinho estado. Assim, tambores de crioula, danças, canções, manifestações religiosas e ocupação de espaços públicos e ações em mídias digitais são alguns dos recursos usados. Na Pedreira, bairro do amor e do samba, à Rua Álvaro Adolfo, o Coletivo Rádio Cipó germinou. O mesmo aglutinou gerações diferentes. O grupo hoje extinto, ganhou o mundo nos anos 2000. A vedete Dona Onete segue carreira com boa aceitação no país e fora dele. Os diferentes artífices continuam a atuar, a exemplo do DJ Montalvão, que segue em sua carreira autoral. As mulheres ocupam lugar de destaque do volume um da série. Thiane Neves e Nega Suh são jovens ativistas do movimento negro, que em certa medida seguem os exemplos das pioneiras Zélia Amador e Nilma Bentes. Diferentes gerações ocupam a mesma trincheira. Outra experiente ativista incensada no livro é a professora Hecilda Veiga. Histórica militante pela defesa dos direitos humanos do estado encerra a obra. A professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e o seu companheiro, o advogado Paulo Fontelles, assassinado na década de 1980 por defender camponeses na luta pela reforma agrária foram fundadores da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH)." Fonte:

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