Eu queria não comentar sobre esse livro, apenas ficar abraçada a ele até alguém me lançar um feitiço da invisibilidade, pode ser?
As regras do amor e da magia é o segundo livro da série "Da Magia à Sedução", um dos meus filmes preferidos da adolescência! A história conta justamente a origem da família Owens e a história das tias de Gillian e Sally, Jet e Franny e do avô delas, Vicent, até o momento em que as pequenas vão morar com elas na casa que perteceu a matriarca da família, Mary Owens, em Massachusetts.
Pra quem não assistiu ao filme, a maldição que rola é sobre os homens que ousam se apaixonar pelas mulheres Owens acabam tendo um fim trágico (confesso que até hoje tenho medo do barulho de besouros), mas a origem tem a ver com o um dos principais juizes dos julgamentos das bruxas de Salém, John Hathorne (sim, esse vagabundo existiu!). Mary engravida desse sujeito casado e ele a despacha com umas pedras preciosas para que ninguém saiba sobre o caso. Aí, ela decide comprar um terreno para criar sua filha e amaldiçoa qualquer infeliz que se apaixone por uma Owens. Pelo visto, a maldição foi lançada numa lua minguante, pois mais de 300 anos depois desse episódio, não só todas as gerações de Owens sofrem com ela, mas sobra também para os Willard, que são descendentes de Hathorne!
Voltando para "As regras do amor e da magia", somos apresentados à tia Isabelle, que mora na casa que pertencia à Mary, onde os irmãos Franny, Jet e Vicent conhecem a prima April e acabam por descobrir coisas que a mãe deles sempre tentou esconder com regras absurdas (nada de andar ao luar, usar o tabuleiro Ouija, acender velas, calçar sapatos vermelhos ou vestir roupas pretas; nada de andar descalço, usar amuletos, cultivar flores que desabrocham à noite, ler livros de magia, criar gatos e corvos ou se aventurar muito além da esquina de casa), mas é difícil quando seus filhos têm o dom da visão, né?
A narrativa é maravilhosa, me peguei suspirando muitas vezes e sempre com o coração na mão por saber da maldição, torci tanto por todos os personagens, pela felicidade e aceitação de quem eles realmente são! Termino com vontade de dançar descalça ouvindo o disco de Vicent, comendo uma fatia de bolo embriagado (com rum, por favor!) e deixando o aviso da tia Isabelle: "Ame mais, não menos!".
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"Faça o que quiser, mas não prejudique ninguém.
O que você fizer retornará para você triplicado.
Apaixone-se sempre que puder!"