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    Sérotonine -

    Michel Houellebecq

    Flammarion
    2019
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9782081471757
    3.9
    8 avaliações
    Leram1Lendo2Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados1Avaliaram8

    "Mes croyances sont limitées, mais elles sont violentes. Je crois à la possibilité du royaume restreint. Je crois à l'amour", écrivait récemment Michel Houellebecq. Le narrateur de Sérotonine approuverait sans réserve. Son récit traverse une France qui piétine ses traditions, banalise ses villes, détruit ses campagnes au bord de la révolte. Il raconte sa vie d'ingénieur agronome, son amitié pour un aristocrate agriculteur (un inoubliable personnage de roman son double inversé), l'échec des idéaux de leur jeunesse, l'espoir peut-être insensé de retrouver une femme perdue. Ce roman sur les ravages d'un monde sans bonté, sans solidarité, aux mutations devenues incontrôlables, est aussi un roman sur le remords et le regret.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Leila Cavalcante picture
    Leila Cavalcante15/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Pra um livro que se chama Serotonina eu estava esperando que ele me deixasse um pouquinho mais feliz, né? Mas deixando os trocadilhos infames de lado, uma coisa é inegável: Houellebecq tem estilo. O que me incomodou muito na leitura é que o Florent-Claude é um cara muito escroto, cheio de tiradas machistas e misóginas. Tinha ouvido em algum lugar que não é fácil ser mulher nos livros de Houellebecq, e ler também não é exatamente agradável. Pra se ter uma ideia, Florent é aquele tipo de cara que faz um esforço enorme pra gostar de mulher, nenhuma das com quem ele se relacionou prestava, exceto Camille. Não deixa de ser incômodo passar o livro inteiro vendo o protagonista reduzir as mulheres a uma vagina. Tudo bem que o cara tem uma depressão enorme, mas ele meio que faz com que o mundo gire em torna de sua vida sexual. Se a pessoa for capaz de superar esse incômodo e não ficar xingando o ulebeque, a leitura se torna interessante; tem algo de irônico no estilo de escrito, e ele recupera muitos aspectos da sociedade francesa, os aspectos mais podres, diga-se de passagem. Longe de mim querer ser conservadora, aliás, obrigada Houellebecq por me ensinar vocabulário de baixo calão, só era meio chato toda hora retornar pro fato dele não conseguir uma ereção; de repente tava lendo uma parte e tinha um trecho que até valia uma citação quando de repente ah mas a chatte de fulana não sei o que lá... Acho que não é uma leitura imprescindível, mas vale a experiência.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 8
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas75%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Michel Thomas profile picture

    Michel Thomas

    Michel Houellebecq, nascido Michel Thomas, é um escritor francês, nascido na ilha Reunião, em 26 de Fevereiro de 1958 (de acordo com sua certidão de nascimento) ou 1956, segundo a biografia do jornalista Denis Demonpion. Seus romances Partículas Elementares e Plataforma lhe valeram uma reputação internacional de provocador, embora sejam também frequentemente considerados como um sinal de renovação da literatura francesa. Seu primeiro romance, Extensão do Domínio da Luta (Extension du domaine de la lutte), foi publicado em 1994. O livro contém o tema principal de seus romances: a miséria afectiva das pessoas em nossa época. Partículas Elementares (Les Particules élémentaires) provocou uma tempestade nos meios literários, dentro e fora da França, em 1998. O romance foi chamado "pornográfico". De fato o livro dá toda margem a tais interpretações, na medida em que explicitamente descreve as aventuras sexuais do irmão do protagonista, com riqueza de detalhes, em situações típicas de filmes pornô. Evidentemente não é por essa razão que Houellebecq tem sido valorizado. Neste mesmo livro, sua discussão central não é o sexo, mas uma história do ser humano, da humanidade, ternamente elaborada e narrada de modo singular e, segundo alguns, absolutamente genial. Seu último livro, A possibilidade de uma ilha, é também uma discussão do que é o ser humano, tomando como premissa uma nova raça, os "neohumanos", como comentaristas da vida de seus antecessores clonados - sendo esta uma marca constante do autor. O livro não teve o efeito tsunami das Particulas Elementares , sendo porém muito mais refinado que aquele, e menos incisivo também - mas nem por isso menor.

    65 Livros
    101 Seguidores
    Ilha Reunião, França

    Michel Thomas