Sam Hart é um britânico que vive algum tempo no Brasil, dentre seus trabalhos mais conhecidos está Atômica que teve adaptação num filme estrelado por Charlize Theron em 2017.
Sam Hart explica aqui em seu editorial que ficou fascinado pela Amazônia brasileira e decidiu criar um herói que a defendesse, e aqui é a grande sacada dessa publicação, acompanhamos nas páginas coloridas a aventura do herói Mega-Ultra contra o vilão Nuklear, enquanto paralelamente nas páginas preto e branco, acompanhamos o drama vivido por Cesar Reis e Thalitta Machado, autores fictícios que são responsáveis pela criação dos quadrinhos do Mega-Ultra, série que faz enorme sucesso levando o personagem a outras mídias como animações e um futuro live action, assim ambos tem que lidar com contratos e reuniões em produtoras, deixando Thalitta apreensiva em não perder a oportunidade de sua vida , ao passo que César começa a se questionar se é isso que ele quer a sua vida, e como ambos vão lidar com o relacionamento entre eles, será estritamente profissional, serão amigos ou algo mais? Em contra partida , vemos o desenrolar da história de nosso herói defensor do ecossistema contra um vilão contratado pelo maior predador do ambiente o empresário inescrupuloso , que tem em suas mãos o poder para comprar fiscais e políticos , dando-lhe liberdade para agir como se a floresta fosse sua propriedade, e como nosso herói poderá agir com justiça infringindo uma Lei vendida ao mal? Muito bacana essa história em poucas páginas, que aparentemente não saiu mais nada, mas que Sam Hart produziu com capricho sem deixar nada a desejar para as publicações gringas.