A compelling and compassionate work that never fails to stimulate. After the Ball is required reading for straights interested in understanding a minority that comprises 10% of the population and for gays who ar learning that the revolution is far from over.
After the Ball - How America Will Conquer Its Fear and Hatred of Gays in the 90's
Marshall Kirk, Hunter Madsen
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Ver maisAfter the ball, the band DON'T played on
Quem espontaneamente procurar por esse livro aqui no skoob, provavelmente chegou da mesma forma que eu: através da leitura de citações e acusações feitas pela imprensa, sites ou redes sociais de conservadores/perfis de direita. Esses conservadores acusam o livro de manipular mentes, inventar fatos, promover a vitimização e instalar uma agenda gramsciana de subversão da moral, entre outras denúncias. Mas, independente do que você considere moralmente correto ou não em termos sexuais, não é isso o que o livro é. Ao contrário. Encontrei um livro franco, honesto e bem claro em suas diretrizes e propósitos. Primeiro, você tem que entender a premissa dos autores. Vamos começar pela biografia deles. Marshall Kirk , graduado magna cum laude em Harvard em 1980, foi um pesquisador nas áreas de neurociência, um especialista em lógica e um poeta. Além disso, ele trabalhou no Johns Hopkins Study of Mathematically Precocious Youth, elaborando testes para pessoas com Q.I. superior a 200. Dr. Hunter Madsen recebeu seu doutorado em Política, também em Harvard, em 1985, sendo um expert em táticas de persuasão pública e marketing social. Caso eles fossem heterossexuais, a direita política os qualificaria como salvadores da cultura ocidental, pelo currículo de ambos tão intelectualmente impressionante. POR QUE O LIVRO NÃO É UMA SIMPLES MANIPULAÇÃO FRAUDULENTA EM QUE OS HOMOSSEXUAIS RECONHECEM QUE SÓ ATRAVÉS DA PROPAGANDA ENGANOSA ATINGIRÃO SEUS PROPÓSITOS? A diferença fundamental aqui é que eles não estão contrariando a razão, pelo menos a partir da premissa deles. Os autores afirmam que as relações homossexuais são corretas do ponto de vista racional. O que eles colocam em questão é não ser possível convencer alguém simplesmente através de argumentos lógicos, daí a necessidade de se apelar para critérios emocionais. Há uma ideia ingênua entre as pessoas de um modo geral, a de que você pode argumentar com alguém e fazê-lo deixar de ser preconceituoso, inundando-o com fatos e lógica a respeito do grupo o qual ele odeia. Isso não é verdade. Muitos estudos cuidadosos têm demonstrado a completa inutilidade em racionalizar de forma sensata ou sutil com um intolerante - mesmo um que seja muito inteligente - assim como simplesmente recitar argumentos é tedioso e desnecessário. Preconceito é algo profundo, automático e primitivo, é o produto de um condicionamento emocional inatingível por qualquer apelo intelectual. Entender essa linha de raciocínio é o ponto-chave para que, mesmo discordando da opinião dos autores, seja possível fazer uma leitura corretamente interpretativa do texto. A AGENDA Seria esse livro a prova de que realmente existe uma agenda para implantar outras formas de se viver a sexualidade que não a tradicional? Afinal o título por si só é autoexplicativo, não? Como negar algo tão gritantemente explícito? Simplesmente porque são apenas dois autores eruditos falando a partir do conhecimento embasado deles. Quando não são minorias, é a meritocracia de um homem só que, usando suas próprias forças e empenho, desbravou o caminho para as futuras gerações; se é de alguém fora do padrão, torna-se um plot orquestrado por uma legião maquiavélica anônima, impossível de individualizar. Isso não é razoável. A homossexualidade não começou nos anos 60. NÃO É JUDY GARLAND ATRÁS DO ARCO-ÍRIS Ao contrário de muitos conservadores, que prometeram a mim que, caso eu os seguisse através do Mar Vermelho (ops, comunismo!), eu chegaria na terra do leite e mel, Kirk e Madsen são bastante honestos no que diz respeito à comunidade gay. Se eu fosse uma conservadora, começaria o parágrafo assim: com precisão cirúrgica, ele destrói ponto a ponto os argumentos contrários. Mas é justamente por não serem uma legião de um pensamento só que eles não caem em chavões fáceis, querendo destruir o interlocutor, mas sim expor o que realmente pensam sobre o tema. A autocrítica dos autores é inspiradora e me ajudou muito no meu próprio aprendizado e auto-exame. Hoje tudo é política e moralização e toda essa forma de leitura dos fatos tem me cansado bastante. As vozes moderadas têm sido abafadas ou até mesmo denunciadas como alienantes. Algumas pessoas desenvolvem sua visão em túneis ideológicos tão estreitos que elas não conseguem analisar o problema de relacionamento [social] entre gays e heterossexuais senão em termos de arremessar pedras, gritar slogans raivosos e incendiar barricadas." Recomendo a leitura para tirarem suas próprias conclusões. Por favor, não façam como um amigo meu que, ao sugerir a ele que certo político não seria a melhor opção para combater os problemas de nossa sociedade, ouvi a resposta de que ou era ele ou um pedófilo abortista que transformaria o Brasil numa Venezuela. Discordem, mas com serenidade na própria opinião. ALGUMAS CITAÇÕES PARA SE COMPREENDER O TEOR DO LIVRO: MITOS SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE: Continuando os mitos sobre os gays e profissões, vamos simplificar as coisas desse modo: todos os homens gays (exceto aqueles cobertos por fungos que vivem em becos e capturam meninos) são floristas, cabeleireiros, decoradores de interiores, garçons, funcionários em lojas de roupas, bailarinos ou enfermeiros." AUTOCRÍTICA Os heterossexuais odeiam os gays não apenas pelo que os mitos e as mentiras deles dizem que nós somos, mas também pelo que nós realmente somos; toda propaganda midiática pra limpar completamente a nossa imagem não irá sustentar uma imagem positiva a longo prazo, a menos que comecemos a esfregar a nossa sujeira para ficarmos um pouco mais limpos na vida real. E, por falar nisso, nossos narizes (e outras partes) estão longe de estarem limpos. Em um grande aspecto, os homohaters da América, como o porco cego do antigo provérbio, conseguiram desenterrar a trufa verdadeira: o estilo de vida gay não a nossa sexualidade, mas o nosso estilo de vida é o pior possível." REJEITAR CÓDIGOS MORAIS Se a primeira consequência da rejeição da moralidade é o comportamento narcisista e autocentrado, então a segunda consequência, seguindo de perto a primeira, é a auto-indulgência, levando, em consequências extremas, à auto-destruição. HOMOFOBIA NÃO EXISTE OU ESTÁ INDO EMBORA? "Mas há um modo mais eficiente de disfarçar esse monstro [a homofobia]: negar a realidade. Gays que, de algum modo, conseguem negar a realidade da hostilidade em volta deles precisam não sentir dor nenhuma, em primeiro lugar. Em suas fantasias, a hostilidade não existe, e consequentemente também não há medo, raiva ou dor - o que remove a necessidade de pôr esses sentimentos para fora. Como nós iremos explicar, fantasyland é a terra onde vivem milhões de gays." E POR ÚLTIMO A melhor base para um relacionamento é o desejo de cada parte em se dar à outra - e não apenas sexualmente, mas no campo do amor, apoio e sabedoria - com a intenção de ajudar o seu parceiro a se desenvolver e a crescer como indivíduo, se tornando o melhor que puder ser.
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