Coisa complicada quando o reconhecimento de valores outrora ignorados se dá através da perda. É o que diz o dito popular "Quem não aprende por bem, aprende por mal" e o que veio na mente ao terminar a leitura desse livro, numa mistura de curiosidades, humor e aprendizagens surreais.
Expressando melhor a proposta, o autor, através de perguntas e respostas, aborda vários temas referentes à Amazônia, mas em um diferencial futurista, como se em seu contexto todas as projeções destrutivas tivessem se realizado, ao ponto da Amazônia ter se tornado remota lembrança e lenda, respondendo para seus contemporâneos o que teria sido.
Tosco, mas curioso.
As interpelações passam pela fauna, flora, cultura, personagens, entre outros aspectos da identidade amazônida em seus tempos pujantes, respondidas com sarcasmo ao descuido e ignorância ambiental.
Para não dizer que tudo é cenário caótico, destaque para a última parte, em que o autor volta à atualidade e, naquilo que está implícito na mensagem da obra, fala de Educação Ambiental em texto que assume tons poéticos - construção singelamente bonita e instigante à aprendizagens necessárias.