# Irã 1979, da revolução à teocracia # A vitória dos Zulus conrtra os colonizadores britânicos # O pode, a ascensão e a derrocada do império neoassírio # Chaplin e amigos fundam o cinema independente E mais reportagens com Aventuras na História!
Aventuras na História Nº 189 (Fevereiro de 2019) - Irã 1979, da revolução à teocracia
não informado
Ainda não me acostumei com a nova estética da revista. Parece tudo tão formal e sem graça... Mas gostei de duas reportagens: "Zulu, quando a lança venceu o fuzil" - aborda impactante vitória dos zulus contra os ingleses no sul da África, século 19, quando mais de 70% da tropa inglesa no local foi morta. Contribuiu para a vitória o maior contingente de guerreiros africanos, subestima e autoconfiança dos ingleses, desconhecimento geográfico da região, tática militar equivocada e, o aspecto que pareceu mais impactante, a disposição dos guerreiros zulus pela luta, onde não temiam a morte, atirando-se avidamente. O impacto é por conta do texto registrar que lutavam drogados, sem muita percepção de dor ou racionalismo, de forma mais instintiva. Foi uma derrota que mexeu com brio e depois a retaliação foi massacrante, em vitória final após cerca de 6 meses. Essa história lembrou-me as batalhas em Canudos, pois tem coisas parecidas: a determinação do sertanejo (literalmente um forte, como consagrou a frase de Euclides da Cunha), a autoconfiança das tropas federais e desconhecimento da região também, derrotas humilhantes nas primeiras expedições, e combates no fim do século 19. Se os zulus lutavam drogados, os sertanejos motivados pelo fanatismo religioso do Conselheiro (tem passagem de "Os sertões" em que Cunha compara a chegada das linhas sertanejas à uma procissão ou romaria, com cânticos e velas). "Irã, da revolução à teocracia" - a reportagem enfatizou causas e consequências. No primeiro aspecto, vemos coisas como a impopularidade do Xá, fracassos de planos de desenvolvimento, descontentamento crescente da população, governo que agia com opressão e também a oposição promovida por líderes religiosos. Eram motivados pela reação contra a política progressista do Xá, pouco conservadora na visão destes (permitindo o voto feminino, por exemplo, e reduzindo a influência das lideranças religiosas no governo, chegando a confiscar terras) e, principalmente, pela abertura para a ocidentalização, onde EUA e os britânicos controlavam empresas para exploração do petróleo. Fatores citados, que certamente foram importantes.. Nas consequências, a revolução de 1979 que transformou o estado monárquico em uma nação teocrática sob liderança do aiatolá Khomeini. Houve radicalização religiosa e a nação se isolou dos EUA e aliados. Por aí... Curioso que na época também rejeitavam os russos, o que os interesses atuais reuniu em parceria. Nas reportagens menores conferi: - O contexto de época inspirador à Mary Shelley para Frankenstein: experiências com corpos humanos e eletricidade, tendo resultados surreais que acreditavam ser caminho de ressurreições (num processo de aprendizagem ainda sobre a fisiologia); - A seleção de 10 batalhas no estilo "Davi vs Golias", o pequeno vencendo o mais forte. Como é que não incluíram nenhuma vitória de Alexandre! Até hoje militares estudam pela engenhosidade tática em alguns momentos. Cito a Batalha de Granico, o primeiro confronto com os persas na expedição de conquistas iniciada pelos macedônios, século 3 a.C. Ocorreu na divisa de um rio, quando os gregos não só estavam em inferioridade numérica, como também geográfica (o que custou muitas baixas, quase a de Alexandre também), mas ainda assim foram os vencedores.
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