Que livro controverso. Detestei. Todo o drama do relacionamento que está na sinopse não é bem assim. A personagem é imatura, lerda, mas não idiota. A Daya narra situações do relacionamento em que ela já não estava feliz, e o comportamento da Clarissa já deixava claro que o término era inevitável.
Outra personagem irritante é a Mel. Que pessoa tóxica. Tudo para a Mel se resume à falta de sexo ou falta de parceiro. Para ela, a Daya teve uma fase lésbica. Só não coloquei exemplos, por conta dos diálogos serem explícitos.
Mas essa foi uma das partes mais problemáticas do livro: ''Eu não sou nenhuma modelo, mas não sou para 'se jogar fora', eu acho. Minha estatura é mediana, 1,67cm e peso 60kg, que eu adoraria que fossem 53kg, mas amo muito comer para chegar a isso. Meus cabelos são loiros e agora estão um pouco abaixo dos ombros, apesar de sempre terem sido longos. Eu os cortei num acesso de fúria. A Clarissa adorava meu cabelo longo. Então, com a maquiagem certa, roupas que escondam aquelas gordurinhas estúpidas, e um salto, até que fico bonitinha''. ISSO É UM DELÍRIO!
Esse tipo de pensamento diminui muito o nosso mundo. É uma visão limitada pensar o mundo e o Brasil nesse estereótipo. Essa discussão sobre autoestima, amor-próprio e autoconhecimento ainda são temas muito recentes para algumas pessoas. Então, é importante a gente se informar melhor sobre esses conceitos antes de afirmar.
Amor-próprio, autoestima, autoconhecimento
Para tê-los, não significa que você precisa estar em um relacionamento afetivo. Esses conceitos falam sobre solitude, sobre saúde física e mental, saber quem somos e PRINCIPALMENTE repensar a nossa visão sobre padrões de beleza, cuidando da nossa estética sem perder a nossa essência.
E o livro acaba como começa
Com ela emocionalmente dependente.