"O homem" é um livro de mera programação cientifica atuando nas rodas literárias do naturalismo, escrito em 1887. Em 10 de outubro de 1887, foi publicada no Rio a primeira edição de O homem, com o selo da Tipografia de Adolfo de Castro e Silva & Cia. O livro trazia uma polêmica advertência: “Quem não amar a verdade na arte e não tiver a respeito do naturalismo ideias claras e seguras, fará, deixando de ler esse livro, um grande obséquio a quem o escreveu”. Reconhecia que havia um mal-entendido em relação ao naturalismo e que este romance em especial - sobre o sexo (ou sua falta) na vida de uma moça branca e bem-nascida, a chamada “histeria” - podia ser lido não como um “estudo”, mas como literatura erótica. Antes do naturalismo, o sexo só havia aparecido na “literatura burlesca ou obscena, de que é exemplo o poema ‘A origem do mênstruo’, de Bernardo Guimarães” O homem foi um acontecimento social e literário que agitou o país nos anos de 1887 e 1888, desdobrando-se em polêmicas, conferências, jantares e peças teatrais. O erotismo do livro foi crucial para o seu sucesso.
Homem, O -
Aluisio De Azevedo
Garnier Itatiaia
2003
211 páginas
7h 2m
ISBN-13: 9788571750920
Português Brasileiro
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