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    Poesias Inéditas. 1919-1935 -

    Fernando Pessoa

    Garnier Itatiaia
    2005
    196 páginas
    6h 32m
    ISBN-13: 9788531907326
    Português Brasileiro
    3.8
    16 avaliações
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    Poesias ineditas Fernando Pessoa • A pálida luz da manhã de inverno • A 'sperança, como um fósforo inda aceso • A tua voz fala amorosa... • Aqui está-se sossegado Fernando Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa. Inventou vários heterônimos – personagens com vidas, personalidades e estilos de escrita próprios – e sob o nome deles escreveu grande parte de sua obra poética. É autor de alguns dos mais belos versos da língua portuguesa, além de nome-chave da poesia moderna. Morreu em 1935, deixando uma arca repleta de papéis, com milhares de obras inéditas e anotações. Com base nesta arca foi organizada, a partir dos anos 50, sua poesia inédita, que o leitor agora tem em mãos. • Aqui neste profundo apartamento • Árvore verde • As lentas nuvens fazem sono • As nuvens são sombrias • A tua carne calma • Basta pensar em sentir • Bem, hoje que estou só e, posso ver • Bóiam farrapos de sombra • Brincava a criança • Cai chuva do céu cinzento • Cai chuva. É noite. Uma pequena brisa • Caminho a teu lado mudo • Cansado até dos deuses que não são • Cansa ser, sentir dói, pensar destruir • Canta onde nada existe • Ceifeira • Cheguei à janela • Chove. Que fiz eu da vida? • Clareia cinzenta a noite de chuva... • Começa, no ar da antemanhã • Como às vezes num dia azul e manso • Como é por dentro outra pessoa • Como nuvens pelo céu • Como um vento na floresta • Criança, era outro • De aqui a pouco acaba o dia • Deixa-me ouvir o que não ouço • Deixei atrás os erros do que fui • Deixem-me o sono! Sei que é já manhã • Deixei de ser aquele que esperava • Deixo ao cego e ao surdo • Depois que o som da terra, que é não tê-lo • Depois que todos foram • Desfaze a mala feita pra a partida! • Desperto sempre antes que raie o dia • Deus não tem unidade • Deve chamar-se tristeza • Do fundo do fim do mundo • Dói-me no coração • Dói-me quem sou. E em meio da emoção • Do meio da rua • Dorme, criança, dorme • Dormir! Não ter desejos nem esperanças • Do seu longínquo reino cor-de-rosa • Doze signos do céu o Sol percorre • Durmo, cheio de nada, e amanhã • Durmo. Regresso ou espero? • E a extensa e vária natureza é triste • É boa! Se fossem malmequeres • E fala aos constelados céus • Eh, como outrora era outra a que eu não tinha! • É Inda Quente • E ou jazigo haja • É uma brisa leve • E, ó vento vago • Em outro mundo, onde a vontade é lei • Em toda a noite o sono não veio • Em Torno • Em torno ao candeeiro desolado • Enfia, a agulha • Entre o luar e o arvoredo • Entre o sossego e o arvoredo • Epitáfio Desconhecido • Era isso mesmo • Eram varões todos • É um campo verde e vasto • Eu • Eu amo tudo o que foi • Eu me resigno. Há no alto da montanha • Eu tenho idéias e razões • Exígua lâmpada tranqüila • Falhei. Os astros seguem seu caminho • Fito-me frente a frente ( I ) • Fito-me frente a frente ( II ) • Flui, indeciso na bruma • Glosa • Glosas • Gnomos do luar que faz selvas • Gostara, realmente • Gradual, desde que o calor • Grande sol a entreter • Há uma música do povo • Há um frio e um vácuo no ar • Já ouvi doze vezes dar a hora • Ladram uns cães a distância • Lá fora onde árvores São • Leve rio cimo das ervas • Mais triste do que o que acontece • Mas eu, alheio sempre, sempre entrando • Mas o hóspede inconvidado • Minha alma sabe-me a antiga • Minhas mesmas emoções • Minha mulher, a solidão, • Na noite que me desconhece • Não digas nada! • Não quero rosas, desde que haja rosas • No Fim da chuva e do vento • O abismo é o muro que tenho • O Amor • O céu de todos os invernos • O meu coração quebrou-se • O ruído vário da rua • O som do relógio • Outros terão • Parece às vezes que desperta • Parece que estou sossegando • Pela rua já serena • Poemas dos Dois Exílios • Por quem foi que me trocaram? • Qual é a tarde por achar • Quanta mais alma ande no amplo informe • Que suave é o ar! Como parece • Relógio, morre • Se alguém bater um dia à tua porta • Se tudo o que há é mentira • Sim, tudo é certo logo que o não seja. • Sonhei, confuso, e o sono foi disperso • Sossega, coração! Não desesperes! • Sou o Espírito da treva • Tenho esperança? Não tenho • Tenho pena até... nem sei. . . • Todas as cousas que há neste mundo • Uma maior solidão • ...Vaga História • Vendaval • Vou com um passo como de ir parar

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    Lidiane Pereira picture
    Lidiane Pereira31/12/2025Resenhou um livro

    Não entendo nada de poesia, mas é um bom livro. Tive dificuldade para assimilar o texto. Talvez em uma releitura eu consiga ter uma melhor experiência.

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    Fernando António Nogueira Pessoa profile picture

    Fernando António Nogueira Pessoa

    Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português. É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "<i>legado da língua portuguesa ao mundo</i>". <br> Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos sete anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a ler e escrever na língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma. <br> Durante uma vida discreta, trabalhou em Jornalismo, em Publicidade, no Comércio, ao mesmo tempo que compunha a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em diversas personagens conhecidas como heterônimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, autodenominou-se um "<i>drama em gente</i>". <br> Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "<i>I know not what tomorrow will bring… </i>" ("Não sei o que o amanhã trará").

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    Fernando António Nogueira Pessoa