O Sacerdote não se pertence -

    Fulton Sheen

    Molokai
    2018
    292 páginas
    9h 44m
    ISBN-13: 9788567460703
    Português Brasileiro

    "O seminário sempre nos disse para sermos 'bons' padres; jamais nos disseram para sermos vítimas voluntárias. E, no entanto, não era Cristo Sacerdote uma Vítima? Não veio Ele para morrer? Ele não ofereceu um cordeiro, um touro ou pombas; Ele jamais ofereceu algo que não fosse Ele mesmo. 'Ele se ofereceu a Deus por nós, como um Sacrifício de odor suave' (Ef 5,2). "Sacerdotes pagãos e sacerdotes do Velho Testamento, todos ofereciam um sacrifício que não era eles mesmos. Mas não Nosso Senhor. Ele era Sacerdos-Victima. "Portanto, assim também temos um conceito mutilado de nosso sacerdócio se o considerarmos alheio a fazer de nós mesmos vítimas, no prolongamento de sua Encarnação. (...) Se, na Missa, comermos e bebermos a Vida Divina e não trouxermos a nossa própria morte para incorporar à Morte de Cristo por meio do sacrifício, mereceremos ser considerados parasitas no Corpo Místico de Cristo. Comeremos do pão e não daremos trigo para moer? Beberemos o vinho e não daremos uvas para esmagar? A condição para a incorporação na Ressurreição e na Ascensão de Cristo e em sua glorificação é a incorporação em sua Morte."

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    Douglas Mesquita11/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O sacerdote católico : um sacrifício vivo

    Livro indicado pelo meu diretor espiritual. Escrito por Fulton Sheen, famoso arcebispo de Nova York no século passado, atualmente em processo de canonização.Foi o pioneiro na evangelização através da televisão, seu programa noturno batia recordes de audiência, frente a frente com os demais líderes. O conteúdo do livro é proritariamente destinado a padres e bispos. Aborda deste a natureza mística do sacerdócio católico até a dicas práticas de pastoral e evangelização, com um admirável domínio do autor sobre as Sagradas Escrituras para basear seus argumentos. Já a sua forma é um espetáculo de domínio literário. Pode-se dizer que Fulton Sheen foi um Chesterton americano(ou Chesterton, um Sheen britânico). Sua retórica é fluida, divertida e arrebatadora. A leitura é fácil, mas tão densa de significados que dá dó de ler rapidamente.

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