Ler sobre o Fascismo do próprio Benito Mussolini é nauseante, comparável apenas ao ler sobre o nazismo do próprio Hitler ou escutar o próprio Bolsonaro falando. Não há diferença, pois bebem da doutrina fascista, sendo eles a face da mesma moeda.
A introdução, escrita por Alberto da Costa e Silva é desnecessária. Sua comparação entre os discursos de Mussolini e Trotsky como imagens refletidas de um mesmo espelho é equivocada e irrelevante. A opinião centrista de historiador o cega para perceber a mediocridade do texto explicativo do que é o Fascismo pelo Duce italiano e não o deixa perceber força da escrita do ucraniano Leon Trotsky.
O único apontamento e nada revelador que o atual membro da Academia Brasileira de Letras fez sobre o discurso de Musssoline é que o mesmo não dá as orientações como implementar o Fascismo, doutrina essa, devo enfatizar, que não possui necessidade alguma de planejamento para ser implementado, já que parece estar no cerne da sociedade capitalista a intolerância, a ignorância e o autoritarismo. É infeliz a comparação feita por Alber da Costa.
No entanto, destruí-lo é necessário estratégia, algo percebida pelo comunista Leon Trótsky que redigiu com mestria seu, "o que é e como combatê-lo" que explana sua origem com eloquência superior ao estilo de escrita de Benito Mussolini.
Trótsky vai fundo na origem do capitalismo para explicar o surgimento do fascismo, não perdendo de vista o nazismo alemão, esses dois sim, reflexos da mesma imagem. Para o ucraniano, ambos são fruto de uma burguesia temerosa de perder seus privilégios que manipula a pequena burguesia com suas neuroses para implantar uma ditadura fascista.
Sendo assim, o embasamento histórico de Leon Trósky é brilhante ao discernir perfeitamente como nasce o Fascismo na extrema direita e as armas para derrotá-lo. Além de usar uma escrita irônica, historicamente rica e necessária para os tempos sombrio que o Brasil vem passando.
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